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Ministro das Finanças francês defende pacote de austeridade
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DE LONDRES
O ministro das Finanças da França, Pierre Moscovici, defendeu nesta segunda (17/09) em palestra sobre a crise na London School of Economics o pacote de medidas de austeridade recentemente anunciado pelo presidente François Hollande.
Embora admita que não será fácil, Moscovici avalia que os cortes de gastos públicos e aumentos de impostos tornarão as finanças sustentáveis e permitirão mais empregos ao mesmo tempo. No Orçamento para 2013, a França se comprometerá a ter deficit público de 3%, e o ministro tem como meta ter equilíbrio financeiro em 2017.
"Não queremos os mercados respirando no nosso pescoço", justificou Moscovici, que assumiu o cargo após a vitória de François Hollande, do Partido Socialista, nas eleições de maio.
O plano divulgado por Hollande inclui € 20 bilhões oriundos do aumento de impostos, especialmente entre as camadas mais ricas da população, e € 10 bilhões que serão economizados por cortes de gastos públicos.
Moscovici também divulgou a criação de um banco público de investimentos como uma das ferramentas para estimular o crescimento no país, além de anunciar para este ano uma reforma bancária, cujo objetivo é evitar a especulação financeira e favorecer investimentos na economia real.
Sobre a situação europeia, o ministro declarou que o maior obstáculo ao crescimento, hoje, é a incerteza que paira sobre a zona do euro, notadamente Grécia e Espanha. "Até as empresas estarem convencidas da efetividade do combate à crise, não haverá crescimento", avaliou.
O francês defendeu a permanência da Grécia na zona do euro e alertou sobre os riscos da saída do país, que poderia levar a um contágio para outros Estados e até mesmo para a quebra do bloco que adota a moeda única, mas suavizou seu discurso ao matizar que essa manutenção "não pode se dar a qualquer preço" e que o governo grego precisa fazer sua parte.
"O próximo Conselho Europeu, em outubro, precisa achar uma solução para a Grécia", disse Moscovici, sobre a reunião dos líderes da União Europeia, em Bruxelas.
Além disso, durante sua exposição, Moscovici demonstrou-se favorável a uma maior integração europeia, cujo próximo passo, em sua avaliação, é a implantação de uma união bancária, com ao menos o mecanismo de supervisão dos bancos da zona do euro concluído antes de 2013.
Questionado pela plateia sobre um prazo para implantação dos eurobônus, títulos de dívida que seriam garantidos em conjunto pelos países da região, Moscovici disse que espera vê-los implantados nos próximos cinco a dez anos, "ainda durante minha vida". Sua frase contrasta com a declaração da chanceler alemã, Angela Merkel, de que esses instrumentos não seriam estabelecidos durante sua vida.
Avançando em suas propostas, Moscovici chegou a cogitar um novo tratado para avançar na questão da integração na União Europeia --tema que está longe de ser consenso na própria França, como admitiu (RODRIGO RUSSO).
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