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Cristina Kirchner passa por cirurgia para drenagem de coágulo na cabeça

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A presidente Cristina Kirchner, 60, foi submetida na manhã desta terça a uma cirurgia na cabeça para a drenagem de um coágulo na parte exterior do cérebro. O vice-presidente, Amado Boudou, assumirá o comando do país por 30 dias.

Segundo fontes oficiais, a cirurgia durou uma hora e meia. O governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, disse que agora a presidente se recupera da anestesia. Ele não deu maiores detalhes.

Cristina foi diagnosticada no sábado com um hematoma subdural crônico (quando há acúmulo de sangue próximo à meninge dura-máter, que fica entre o crânio e o cérebro), consequência de uma queda que teria sofrido em 12 de agosto. A Presidência não informa como foi o acidente.

No domingo à noite, de repouso na residência oficial de Olivos, ela começou a sentir um formigamento no braço esquerdo. Os médicos verificaram que ela estava perdendo força nesse membro, um dos sintomas da compressão cerebral. Ontem, ela deu entrada no hospital Fundação Favaloro, em Buenos Aires.

O boletim médico informou que a proposta inicial de repouso de 30 dias foi alterada para a cirurgia, mas não deu detalhes.

"Essa é uma operação comum e de baixo risco, já que é em uma parte externa do cérebro. Normalmente dura cerca de uma hora e são feitos três ou quatro orifícios na calota craniana para drenar o sangue", explica à Folha o neurocirurgião Santiago Gonzalez Abbati, da Universidade de Buenos Aires.

O pós-operatório tampouco é complicado, de acordo com o neurologista Ignacio Previgliano. "Como a cirurgia não mexe com o cérebro, a recuperação costuma ser rápida", diz.

Editoria de Arte/Folhapress
A SAÚDE DE CRISTINA Presidente argentina passará por cirurgia hoje
A SAÚDE DE CRISTINA Presidente argentina passará por cirurgia nesta terça

REPERCUSSÃO POLÍTICA

O afastamento de Cristina do cargo acontece a menos de três semanas das eleições legislativas do país. A maioria das pesquisas indica que a base governista sofrerá uma dura derrota.

O principal candidato de oposição na província de Buenos Aires, Sergio Massa, ex-chefe da Casa Civil de Cristina, enviou uma mensagem de solidariedade via Twitter.

"Nosso desejo de uma pronta recuperação à presidenta da República", escreveu Massa.

Outro opositor, o deputado Ricardo Alfonsín, divulgou mensagem parecida: "Nossos respeitosos desejos para que tudo saia bem e a presidente possa se recuperar logo".

O presidente Rafael Correa, do Equador, também mandou um "abraço solidário" à presidente argentina. Outros mandatários, como Dilma Rousseff, Nicolás Maduro (Venezuela) e Juan Manuel Santos (Colômbia), já haviam enviado mensagens de apoio.

Antes de ir para o hospital ontem, Cristina passou o domingo de repouso na residência de Olivos, nos arredores de Buenos Aires, ao lado da mãe, Ofelia Wilhem, dos filhos, Máximo e Florencia, e da cunhada, Alicia Kirchner.

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