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04/06/2010 - 14h03

Governo iraniano é o mais democrático do mundo, diz Ahmadinejad

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DA EFE, EM TEERÃ

O presidente, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje durante o 21º aniversário da morte do fundador da República Islâmica do Irã, aiatolá Khomeini, que o governo iraniano é o mais democrático do mundo.

Ahmadinejad insistiu que sua eleição foi "100% livre" e sugeriu que aqueles que a criticam optem pelo caminho dos inimigos e abandonem o sistema.

"O governo iraniano é o mais democrático do mundo, e fomos testemunhas disso ano passado", afirmou Ahmadinejad perante a multidão concentrada no cemitério de Behesht Zahra, que abriga o mausoléu de Khomeini. Centenas de milhares de pessoas lembraram o aniversário da morte do fundador da República Islâmica do Irã.

O líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, também estava presente durante as comemorações.

As declarações de Ahmadinejad sobre a "saúde" da democracia iraniana chegam em resposta às críticas de fraude que sofreu após sua reeleição em 2009. Em junho daquele ano, logo após a divulgação do resultado das eleições iranianas, centenas de milhares de iranianos saíram às ruas do país para protestar.

Na repressão das mobilizações, que continuaram durante meses, mais de 20 pessoas morreram e milhares foram presas.

Cerca de uma centena foram condenadas a diversas penas de prisão, inclusive à forca, acusadas de participar de uma conspiração organizada a partir do exterior para derrubar o regime.

O presidente iraniano acusou os opositores de se aliarem com "os partidários da monarquia" e com "os poderes arrogantes".

"Dói-me dizer que aqueles que tratam de prejudicar a reputação da República Islâmica não podem ser incluídos entre os seguidores de Khomeini", afirmou Ahmadinejad.

Protestos contra Israel

Milhares de pessoas se reuniram também neste sábado em diversos lugares do Irã para pedir punição a Israel e condenar o ataque da segunda-feira (31) passada executado por comandos israelenses à embarcação de ajuda humanitária que seguia para Gaza, que resultou em nove ativistas mortos.

"Ninguém pode se dizer seguidor de Khomeini e depois se aliar com os aqueles que claramente levantam uma bandeira contra o Islã", advertiu Ali Jamenei..

Jamenei completou que "não se pode aceitar àqueles que pretendem ser seguidores do Khomeini enquanto têm a seu lado os Estados Unidos, o Reino Unido, a CIA, o Mossad e os hipócritas".

A autoridade máxima do Irã afirmou que Israel "é um tumor cancerígeno" que deve ser "extirpado" e previu que seu colapso "está próximo".

Além disso, disse que Israel trata de "judaizar" a Palestina e pediu aos muçulmanos que se mantenham firmes e façam frente de maneira vigorosa aos crimes israelenses.

Ahmadinejad, por sua vez, advertiu que Israel "tem planos de atacar Gaza para compensar seu fracasso e reconstruir assim seu poderio militar. Cometeram um erro e agora é o regime mais odiado aos olhos das nações".

 

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