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16/07/2010 - 10h37

Condenada à morte por apedrejamento, iraniana Sakineh preocupa Brasil

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DE SÃO PAULO

O chanceler brasileiro, Celso Amorim, telefonou nesta quinta-feira para o colega iraniano, Manouchehr Mottaki, para manifestar preocupação com os efeitos do caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, uma mulher de 43 anos acusada de adultério e condenada à morte por apedrejamento. A cruel punição atraiu críticas internacionais e o Irã acabou recuando e suspendendo, até segunda ordem, a sentença.

Leia a íntegra na edição desta sexta-feira da Folha, disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL.

Segundo reportagem de Eliane Catanhêde e Marcelo Ninio, da Folha de S. Paulo, Amorim fez um "apelo humanitário" para a revisão da pena e alertou para o efeito político negativo justamente no momento em que o Irã oferece a retomada das negociações sobre seu programa nuclear com o Ocidente.

Os ministros também conversaram sobre o andamento das negociações, que devem ser retomadas em setembro deste ano. Teerã pede a integração de Brasília e de Ancara às negociações. Ontem, Mottaki afirmou que eles devem atuar como fiadores das conversas com o Grupo de Viena (EUA, França e Rússia) sobre o fornecimento de combustível para o reator nuclear do Irã.

 

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