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29/07/2010 - 17h16

Lula não vai responder às críticas feitas por presidente da Colômbia

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FÁBIO AMATO
DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai responder às criticas feitas nesta quarta-feira pelo seu colega colombiano, Álvaro Uribe, que, em nota, o acusou de minimizar a crise envolvendo Colômbia e Venezuela ao dizer que via entre os dois países um "conflito verbal."

"Lula tomou conhecimento das declarações e não considera apropriado que se responda esse comunicado", disse nesta quarta-feira o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach.

"O presidente já declarou que lamenta a situação que se criou entre a Colômbia e a Venezuela e acredita que a estabilidade das relações entre estes dois países amigos e tão importantes na nossa região, é fundamental para a tranquilidade na região e para o avanço da integração regional", completou ele.

Na nota, Uribe diz que "deplora a forma com a qual Lula, com quem cultivamos as melhores relações, tenha se referido a nossa situação com a República Bolivariana da Venezuela como se fosse um caso de assuntos pessoais."

O comunicado critica Lula ainda por ter ignorado a ameaça que representa a presença de guerrilheiros colombianos em território venezuelano.

A crise entre os dois países se intensificou depois que a Colômbia levou à OEA (Organização dos Estados Americanos) denúncias a Venezuela abriga guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional). As acusações levaram o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a romper relações diplomáticas com Bogotá.

ADIAMENTO

O Brasil não tem expectativa nenhuma do encontro desta quinta-feira em Quito, no Equador. Brasília que vê a reunião de chanceleres como mera estratégia para ganhar tempo até a posse de Santos, informa a colunista da Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde.

Desde a crise gerada há uma semana pelo rompimento das relações bilaterais pela Venezuela, o Brasil aposta em adiar a mediação até a posse de Santos, que apesar de ser o candidato de Uribe, promete reconciliação com Caracas.

O Brasil será representado na reunião de hoje em Quito pelo secretário-geral do Itamaraty, embaixador Antônio Patriota, que se preparava ontem para ouvir mais e interferir menos, a não ser para, eventualmente, apagar incêndios.

A reunião estava prevista para começar às 15h local (17h em Brasília).

Em Bogotá, o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, disse hoje que não tem grandes expectativas com relação à reunião de Quito, onde insistirá na necessidade de criar um "mecanismo eficaz" para que a Venezuela colabore na luta contra as guerrilhas.

 

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