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Reunião de sul-americanos sobre crise Venezuela-Colômbia termina sem consenso
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DE SÃO PAULO
Atualizado às 23h09.
A reunião extraordinária da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) terminou nesta quinta-feira após cinco horas a portas fechadas sem consenso algum sobre a crise diplomática entre Venezuela e Colômbia.
"Não se chegou a uma resolução final", disse o chanceler do Equador, Ricardo Patiño, em entrevista coletiva em Quito (Equador), informa a rede latino-americana Telesur.
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| AP/Efe | ||
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Após a reunião, os chanceleres reunidos pediram que a presidência temporária do bloco, nas mãos do Equador, convide o quanto antes os presidentes dos respectivos países, para que eles tentem chegar a uma solução para o problema.
"Convidamos os chefes de Estado que possam se reunir para que, de forma direta, abordem e tratem dos temas que desenvolvemos nessa reunião", disse Patiño após o encontro. Essa data "será de grande utilidade" para que Colômbia e Venezuela avancem em direção à solução da crise diplomática, acrescentou.
A crise entre os dois países se intensificou depois que a Colômbia levou à OEA (Organização dos Estados Americanos) denúncias a Venezuela abriga guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional). As acusações levaram o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a romper relações diplomáticas com Bogotá.
TROCA DE ACUSAÇÕES
O primeiro a falar durante a reunião de hoje foi o representante venezuelano, Nicolás Maduro, informa a rádio venezuelana Caracol em seu site. Maduro falou sobre um suposto plano de atacar o território da Venezuela antes de 7 de agosto, quando toma posse o novo governo da Colômbia. "Verificamos que o governo da Colômbia agride permanentemente a seus vizinhos e prepara uma agressão contra a Venezuela", disse ele.
"O Estado colombiano só gera guerra interna, ameaças a seus vizinhos e abandona seu território", declarou Maduro ao entrar na sede da chancelaria equatoriana para uma reunião ministerial da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), que analisa a crise diplomática entre Caracas e Bogotá.
Maduro disse que "verificamos que o governo da Colômbia agride permanentemente a seus vizinhos". Também assegurou que a Colômbia pratica "uma doutrina de guerra e violadora do direito internacional".
"Nós exercemos plena soberania sobre os 2.219 km de fronteira com a Colômbia", disse Maduro. "Viemos propor um conjunto de ideias para retomar o caminho da paz, dado que a última guerra que resta em nosso continente é na Colômbia."
Durante sua intervenção na cúpula, o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, assegurou que a Colômbia não considera nem considerará nenhum tipo de agressão contra a Venezuela, informa o site da rádio venezuelana Caracol.
Ele também acrescentou que a Colômbia não aceitará um diálogo genérico ou gasoso, mas apenas a definição de um mecanismo de cooperação eficaz para evitar a presença de guerrilheiros em território venezuelano.
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