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EUA prometem R$ 17,5 milhões ao Paquistão em ajuda após chuvas matarem 1.100
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DE SÃO PAULO
DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON
Os Estados Unidos devem conceder US$ 10 milhões [cerca de R$ 17,5 milhões] em ajuda emergencial ao Paquistão, país cuja região norte sofre as piores inundações de sua história, deixando ao menos 1.100 mortos em apenas cinco dias.
A ajuda financeira foi anunciada na capital americana pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, que prometeu ainda o envio de helicópteros, barcos e material de resgate.
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Chuvas afetam 1 milhão de pessoas no Paquistão, diz ONU
"Os paquistaneses são nossos amigos e nossos aliados. Os Estados Unidos estão ao seu lado no momento em que o trágico registro de perdas humanas aumenta no noroeste do Paquistão", explicou Hillary em comunicado.
| Adrees Latif /Reuters | ||
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| Helicópteros do Exército paquistanês trabalham em operações de resgate; ao menos 1.100 pessoas morreram |
Cerca de 27 mil ainda aguardam resgate, água potável e alimentos, enquanto a ONU (Organização das Nações Unidas) estima que ao menos 1 milhão de pessoas já foram atingidas pelas cheias.
Milhares são ameaçados também por epidemias após o surgimento dos primeiros casos de cólera.
"Nossos pensamentos e nossas orações acompanham aqueles que perderam seus entes queridos ou que tiveram que deixar suas casas. Trabalhamos para ajudá-los", indicou Hillary.
"Nossa embaixada em Islamabad colabora estreitamente com as autoridades paquistanesas para ajudar as equipes de socorro", acrescentou.
"Tive a oportunidade de testemunhar a força e a combatividade dos paquistaneses e sei que superarão esta tragédia com determinação e compaixão", concluiu a chefe da diplomacia americana.
MORTES PODEM AUMENTAR
As inundações que atingem a Província de Khyber-Pakhtunkhwa, no norte do Paquistão, podem causar a morte de ainda mais pessoas devido ao número de moradores ainda isolados e o risco de disseminação de doenças.
O chefe da Autoridade Provincial de Gerenciamento de Desastres, Adnan Khan, disse que o balanço pode aumentar, conforme as equipes ganham acesso a mais áreas atingidas. Cerca de 27 mil pessoas ainda estão isoladas pelas águas, aguardando resgate, água potável e alimentos.
| Arshad Arbab/Efe | ||
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| Mais de 30 mil soldados paquistaneses trabalham nas oprações na Província de Khyber-Pakhtunkhwa |
O número foi confirmado pelo ministro de Informação da Província de Khyber-Pakhtunkhwa, Mian Iftikhar Hussain.
De acordo com a rede de TV britânica BBC mais de 30 mil soldados do Exército paquistanês trabalham no resgate às vítimas, contando ainda com 43 helicópteros e mais de 100 barcos. A emissora diz ainda que a principal estrada conectando o norte e o sul do Paquistão foi desbloqueada, o que deve facilitar as operações de emergência.
DESTRUIÇÃO
Informações trazidas pelas equipes de resgate levaram o governo regional a revisar o balanço do número de mortos e o panorama geral da situação, considerada como uma "destruição massiva e devastadora".
| Efe | ||
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| Equipes de emergência resgatam criança em área inundada no Paquistão; ao menos 900 já morreram |
Conforme o nível das águas começa a baixar, bombeiros, soldados e membros das equipes de emergência relatam que o cenário é muito mais dramático do que o estimado dias atrás, levando as autoridades a desenvolver uma melhor compreensão da dimensão da tragédia.
"Um monitoramento aéreo está sendo conduzidos, e tem mostrado que vilas inteiras foram levadas pelas águas, animais foram afogados e armazéns de grãos e alimentos foram destruídos", disse Latifur Rehman, porta-voz da Autoridade Provincial de Gerenciamento de Desastres.
Mujahid Khan, chefe dos serviços de resgate da Fundação Edhi, uma entidade privada que auxilia o governo nas operações, informou que o saldo de mortes é de mais de 900 e que as áreas mais atingidas foram os distritos de Swat e Shangla, onde mais de 400 pessoas morreram.
ONU
Cerca de 1 milhão de pessoas foram atingidas, além de "várias centenas" feridas, conforme os dados do escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Unocha) no país.
A Unocha disse em comunicado que o transbordamento dos rios Cabul e Swat provocou a destruição da maior parte das pontes na montanhosa Província, o que dificulta o resgate.
As tarefas de salvamento, dirigidas pelo Exército, estão sendo realizadas com 30 helicópteros -- aos quais se somaram mais seis no sábado -- e com 150 navios, como disse o diretor de operações da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres (NDMA), Amre Siddique.
Siddique assegurou que durante a sexta-feira ao menos 15 mil pessoas foram resgatadas.
Qamar-uz-Zaman Chaudhry, chefe do Departamento de Meteorologia do Paquistão, disse que não há previsão de mais chuvas para a região nos próximos dias e que o nível das águas deve começar a baixar nos locais inundados.
Já as Províncias do Punjab, Sindh, e o lado paquistanês da região da Caxemira -- área que o país disputa com a Índia -- podem receber uma grande quantia de chuvas nos próximos três ou quatro dias.
Estas áreas no leste do país também já sofreram com as inundações dos últimos quatro dias. Somente na Caxemira 21 pessoas morreram.
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