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WikiLeaks analisa 15 mil documentos secretos e pode publicá-los em duas semanas
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, prometeu neste sábado a publicação de mais 15 mil documentos confidenciais sobre a guerra no Afeganistão dentro de duas semanas, mas destacou que deseja atuar com prudência.
Esses 15 mil documentos integram um pacote de 92 mil documentos confidenciais sobre operações militares no Afeganistão, a maior parte dos quais o site vazou em julho para os jornais "The New York Times" (EUA), "Der Spiegel" (Alemanha) e "The Guardian" (Inglaterra).
"Estes documentos são os que deixamos de lado porque contêm certas designações, o que significa que há mais possibilidades de que contenham informações pessoais", explicou.
"Analisamos 8.000 documentos de 15 mil. Se continuarmos em nosso ritmo atual, deveremos levar duas semanas", declarou Assange em Estocolmo, ao ser questionado sobre a data de publicação dos documentos.
O fundador do WikiLeaks anunciou que seu site, especializado em vazar informações de inteligência, atua com "prudência" e examina "linha por linha" os documentos em questão, após um novo pedido do Pentágono para que o portal não divulgue nada por razões de segurança.
"Todos os documentos serão publicados, mas os textos serão editados para proteger os nomes das partes inocentes que estão sob uma ameaça significativa", disse Assange.
CRÍTICAS
"Estamos preocupados que a publicação dos documentos adicionais possa causar riscos ainda maiores do que os primeiros que foram publicados", disse o coronel David Lapan, porta-voz do Pentágono, quem disse ter "esperança" que a portal não publique os documentos e "coloque mais vidas em risco".
Algumas ONGs, como a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), questionaram a publicação, que para elas poderiam colocar em risco vidas humanas, especialmente de afegãos que colaboram com as forças americanas e internacionais.
"As organizações que se sentem incomodadas com a divulgação de documentos sempre pedem que eles não sejam publicados", lembrou Assange, pouco antes de um seminário organizado pelo Partido Social-Democrata Sueco com o título "A primeira vítima da guerra é a verdade".
"O Wikileaks não será ameaçado nem pelo Pentágono nem por qualquer outro grupo", afirmou o fundador do site.
"Procedemos com segurança e prudência, sempre foi assim", completou.
Sob o título "Diário da Guerra Afegã", em 25 de julho Wikileaks publicou 70 mil documentos que abrangem um período de janeiro de 2004 até 2010.
Entre as revelações está morte de civis não divulgadas até a possível colaboração dos serviços secretos do Paquistão aos talebans.
O Pentágono abriu uma investigação, na qual participa também o FBI (polícia federal americana), para identificar à pessoa que forneceu os documentos a Assange, enquanto está buscando formas de proteger melhor suas informações.
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