Publicidade
Publicidade
Grupo mundial de comércio de diamantes veta pedras do Zimbábue
Publicidade
DA ASSOCIATED PRESS, EM HARARE (ZIMBÁBUE)
Em um gesto visto como sem precedentes na luta contra os "diamantes de sangue", a rede mundial de comércio de diamantes Rapaport Diamond Trading Network afirmou que vai banir todos os membros que comercializarem pedras vindas das minas do Zimbábue sob denúncia de exploração de crianças e assassinato de mineradores.
Rapaport disse que grupos de direitos humanos documentaram abusos severos nos campos de diamantes de Mutare desde sua descoberta em 2006.
O anúncio do Rapaport, que tem sede nos EUA, vem depois do Sistema de Certificação do Processo de Kimberley, organismo internacional que regula o comércio das pedras preciosas, aprovar a exportação dos diamantes do Zimbábue.
A liberação da venda, por enquanto, é relativa apenas aos lotes mais recentes, extraídos sob melhoras nos direitos humanos, segundo o Processo de Kimberley. A liberação resultou no leilão de 900 mil quilates de diamantes na semana passada, a um valor de US$ 72 milhões.
"Esta é a primeira vez que nós ouvimos falar de um grupo grande como o Rapaport está efetivamente assumindo uma posição forte", disse Tiseke Kasambala, especialista zimbabuano da ONG Human Rights Watch.
"Consumidores certamente farão questionamentos sobre as pedras que estão comprando", disse Kasambala.
O impasse sobre os diamantes do campo de Marange, no Zimbábue, se arrastava havia um ano. A venda havia sido suspensa depois de denúncias de que soldados mataram 200 pessoas, em 2008, em uma sangrenta repressão. Eles também teriam estuprado mulheres e obrigado crianças a trabalharem na exploração da mina.
Brasil, países africanos e outros emergentes eram favoráveis à retomada da autorização, mas EUA, União Europeia, Canadá, Austrália e ONGs faziam oposição, relatando contrabando e repressão no local.
Em uma medida de contenção, o Processo de Kimberley liberou a venda apenas de duas minas que estão operando segundo "padrões mínimos internacionais".
O Rapaport disse que o Processo de Kimberly merece crédito pelo banimento original dos diamantes e por garantir que as duas minas que autorizou estão sendo gerenciadas de maneira apropriada.
Grupos de defesa dos direitos humanos denunciam que os soldados zimbabuanos seguem maltratando os mineradores e, além disso, participam do contrabando de pedras preciosas.
Os diamantes são vistos como possível tábua de salvação para o ditador Robert Mugabe. Presidente há 30 anos, ele se viu enfraquecido recentemente, após grave crise econômica. Segundo as autoridades, o país possui 4,5 milhões de quilates em estoque, avaliados pelo governo em US$ 1,7 bilhão.
+ Notícias sobre os diamantes zimbabuanos
- Zimbábue arrecada US$ 72 milhões em leilão de diamantes envolvidos em polêmica
- Zimbábue reinicia leilão de diamantes envolvidos em polêmica
- Zimbábue poderá vender novos diamantes
+ Notícias em Mundo
- Especialista em geopolítica tenta prever os próximos dez anos
- Vencedor do Pulitzer narra a história do petróleo; leia trecho
- Ex-delegado do Dops dá nome aos bois
- 'Bota o retrato do velho outra vez'; chega nova biografia de Getúlio
- Covardia é o pior dos vícios, diz Pondé
- Livro destrói mito do bom selvagem e relata guerras pré-históricas
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Unesco pede medidas para salvar Machu Picchu
- Morre Klaas Faber, um dos criminosos nazistas mais procurados
- ONU confirma morte de 32 crianças em massacre na Síria
- Militar boliviano que capturou Che disse a guerrilheiro que ele seria julgado
- Irlanda do Norte está disposta a ajudar Colômbia em eventual processo de paz
+ Comentadas
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.








Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV