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27/08/2010 - 22h11

Kirchner leva ao Congresso sua disputa com a imprensa na Argentina

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DA FRANCE PRESSE, EM BUENOS AIRES

O governo argentino apresentou na noite desta sexta-feira ao Congresso um projeto que declara de "interesse público" a produção e distribuição de papel para jornais, em mais um capítulo do confronto entre a presidente Cristina Kirchner e os grupos "La Nación" e "Clarín".

A iniciativa, apresentada no último minuto da sessão parlamentar, declara de "interesse público" a produção, comercialização e distribuição de papel para jornais, e será debatida primeiro pela Câmara dos Deputados, onde Kirchner não conta com a maioria.

"A produção de papel para os jornais constitui uma atividade absolutamente relevante por sua contribuição de caráter direto à existência das publicações, das quais depende boa parte da transmissão cultural e jornalística nas sociedades modernas", destaca o projeto.

Kirchner pretende tirar dos grupos "La Nación" e "Clarín" o controle da Papel Prensa, a única produtora de papel para jornal do país.

A presidente argentina, baseada em um relatório elaborado pelo governo, acusa "Clarín" e "La Nación" de conluio com a ditadura militar (1976-83) para assumir o controle da Papel Prensa.

O projeto tem o apoio dos legisladores que consideram que a Papel Prensa prejudica centenas de diários de menor porte com preços superiores aos pagos por "Clarín" e "La Nación".

Os dois maiores grupos de imprensa do país negam que o abastecimento de papel seja monopólio na Argentina, assinalando que "é um dos poucos produtos que se importa sem nenhum tipo de restrições e tarifas".

Uma semana antes de a presidente divulgar o relatório sobre a Papel Prensa, o governo cancelou, por supostas irregularidades, a licença da firma Fibertel, também do grupo Clarín, que fornecia serviços na internet a um milhão de usuários, de um total de 4,2 milhões no país.

 

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