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04/09/2010 - 09h20

Nova Zelândia declara estado de emergência após terremoto de 7,2 graus

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DA EFE, EM SYDNEY

O governo da Nova Zelândia declarou neste sábado estado de emergência e impôs toque de recolher na cidade de Christchurch, após o terremoto de 7,2 graus de magnitude na escala de Richter, que deixou dezenas de pessoas feridas e causou importantes danos em estruturas públicas e prédios privados no sul do país.

Poucas horas após o forte tremor, o primeiro-ministro neozelandês, John Key, foi até a área afetada para supervisionar os trabalhos das equipes de emergência, que tentam restabelecer o abastecimento de energia elétrica e água, e a chegada de agentes da polícia com a missão de evitar saques.

"Está sendo difícil manter a tranquilidade entre os cidadãos após o violento tremor. A maioria dos moradores de Christchuch respondeu bem, salvo alguns lamentáveis casos de furtos", afirmou o primeiro-ministro ao descer do avião.

O terremoto ocorreu durante a madrugada a 28,4 quilômetros de profundidade no mar e a 31 quilômetros ao noroeste de Christchurch, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, que vigia a atividade sísmica mundial.

Desde as 19h, está em vigor o toque de recolher em Chistchurch, por um período de 12 horas, e a polícia colocou cem agentes nos bairros mais afetados pelo terremoto para garantir a segurança da população.

Conforme os dados oficiais provisórios, o tremor causou prejuízos avaliados em 2 bilhões de dólares neozelandeses (US$ 1,4 bilhão).

O terremoto destruiu prédios e deixou sem eletricidade e água diversos bairros de Christchuch, a segunda maior cidade do país, habitada por 380 mil pessoas, e outras áreas do sul da ilha.

Após o forte tremor, ocorreram várias réplicas. Como forma de prevenção, as autoridades fecharam temporariamente o aeroporto da cidade. O serviço de telefonia celular entrou em colapso devido ao grande número de ligações feitas pela população.

As autoridades abriram centros de emergência para atender às vítimas e informaram que os colégios e as universidades não abrirão na segunda-feira.

"SORTE"

"Acredito que tivemos muita sorte", declarou à imprensa o ministro da Defesa Civil, John Carter, ao constatar que nenhuma pessoa morreu por causa do terremoto.

A polícia indicou que inúmeras chaminés despencaram e em muitas casas tetos e paredes caíram ou sofreram rachaduras na periferia de Christchurch.

Enquanto as autoridades tentam restabelecer a ordem na cidade e tranquilizar a todos, alguns moradores estão agitados pela interrupção dos serviços de eletricidade e água e diante da imagem de fachadas completamente destruídas.

As filas de veículos nos postos de gasolina, que permaneciam fechados, provocaram engarrafamentos na cidade, porque milhares tentavam sair.

"É possível ouvir gritos: isso é uma loucura", afirmou à emissora de rádio local "Abbie Rilkoff" uma moradora de Christchurch. "As pessoas estão assustadas e tentam fazer compras para deixar a cidade, mas as estações estão fechadas."

Os bombeiros, observados por centenas de curiosos, apagam incêndios registrados em vários estabelecimentos.

O terremoto de 7,2 graus, o maior ocorrido nos últimos 70 anos, também afetou outras cidades importantes do sul do país e povoados, que continuavam sem eletricidade.

As autoridades temem o desmoronamento do hotel Empire, um prédio histórico na cidade de Lyttelton, situado a 448 quilômetros ao sul da capital, Wellington.

A Nova Zelândia sofre 14 mil terremotos por ano, dos quais grande parte é de baixa intensidade.Entre 100 e 150 deles, porém, costumam ter força suficiente para serem percebidos.

 

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