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Americana detida no Irã deixa país após pagar fiança, diz diplomata suíço
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
A americana Sarah Shourd --que estava entre os três reféns dos Estados Unidos mantidos pelo Irã por mais de um ano sob suspeita de espionagem-- deixou o país nesta terça-feira. Ela foi libertada após pagar fiança, de acordo com uma fonte diplomática no Irã e um porta-voz da chancelaria da Suíça.
| Reuters |
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| Americana Sarah Shourd foi libertada nesta terça-feira após passar mais de um ano presa por entrar ilegalmente no país |
"Ela acabou de deixar o Irã a partir do aeroporto Mehrabad, em Teerã", disse a fonte, citada pela agência de notícias Reuters. A Suíça representa os interesses norte-americanos no Irã, na ausência de uma embaixada dos EUA na República Islâmica.
Anteriormente, havia sido informado que sua libertação seria condicionada ao pagamento de uma fiança de US$ 500 mil (R$ 860 mil). No entanto, a família pediu ontem para que o pagamento fosse cancelado ou ao menos reduzida. Segundo a rede de TV iraniana em inglês Press TV, o valor foi depositado
Shourd foi detida próximo à fronteira com o Iraque em julho de 2009, ao lado de outros dois americanos, Shane Bauer e Josh Fattal. Segundo suas famílias, os três estavam fazendo uma caminhada pelas montanhas no norte do Iraque quando foram presos.
Segundo Masoud Shafiei, advogado de Shourd, citado pela agência estatal Irna, a mãe da americana á estaria em Omã ao aguardo da filha. Shafiei afirmou ainda que a ex-refém está em bom estado mental e físico e viajará assim que possível. Sarah permaneceu boa parte de sua sentença em prisão solitária e sua família alega que as autoridades iranianas negaram tratamento para seus problemas de saúde, incluindo células cervicais pré-cancerígenas e um nódulo no seio.
JULGAMENTO
O promotor iraniano Abbas Jafari Dolatabadi afirmou no domingo (12) que Shourd poderia voltar aos Estados Unidos, desde que comparecesse a corte durante os trâmites de seu julgamento, ainda não iniciado.
Segundo advogado Shafie, que representa ainda os outros dois americanos, eles foram à corte no domingo e apresentaram suas defesas finais. Segundo autoridades iranianas, citadas pela agência de notícias Associated Press, a promotoria apresentou indiciamento sob acusações de espionagem e o caso deve ir agora a julgamento.
O ministro de Inteligência, Haidar Moslehi, disse no mês passado que há provas de que os três americanos têm vínculos com os serviços de inteligência dos Estados Unidos. Ele disse ainda que as investigações sobre a acusação de espionagem vão ser encerradas logo. Sob a lei islâmica, eles podem ser condenados à morte.
As mães dos três detidos protestaram no último dia 30 de julho na sede da Missão de Teerã perante a ONU (Organização das Nações Unidas) para exigir a libertação de seus filhos após um ano de detenção. Elas afirmaram que não tiveram nenhum contato com seus filhos depois da visita que o governo iraniano permitiu que realizassem a Teerã em maio, quando estiveram com eles pela primeira vez desde sua detenção.
O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, o general James Jones, colocou recentemente a libertação dos turistas como uma das condições para que possa acontecer uma reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
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