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Alemanha e Luxemburgo reagem às deportações de ciganos pela França
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DE SÃO PAULO
Após o governo francês ter classificado como "inaceitáveis" as críticas da Comissão Europeia quanto às deportações de ciganos conduzidas pela França, a Alemanha reagiu pedindo um tom mais moderado e Luxemburgo apoio a posição de Bruxelas.
Ainda no início da semana a comissária de Justiça do bloco europeu Viviane Reding classificou a política imigratória francesa como uma "desgraça".
Em reação, Paris deixou claro que n]ao suspenderá o programa de expulsões de ciganos para a Romênia e Bulgária.
Frente à inflexibilidade do governo francês, Reding teceu críticas ainda mais duras. "A discriminação por motivos de raça ou etnia não tem espaço na Europa", afirmou a comissária. "Pensava que a Europa não precisaria testemunhar mais uma vez uma situação como esta após a Segunda Guerra Mundial", disse Reding, se referindo à perseguição sofrida pelos ciganos na Alemanha nazista.
Em reação Berlim apoiou a posição da comissária, mas defendeu que um tom mais moderado seria mais adequado.
"O direito de livre circulação dentro da União Europeia (UE) é incondicional e nenhuma discriminação é permitida contra minorias étnicas", afirmou o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert.
Uma representante da Comissão Europeia "tem perfeitamente o direito de fazer uma declaração, como fez ontem. Mas essas declarações são às vezes mais úteis se tiverem um tom moderado", acrescentou.
O Executivo europeu apoiou nesta quarta-feira Reding ao afirmar que ela falava "em nome da Comissão", e seu presidente, José Manuel Barroso, deu seu apoio pessoal.
LUXEMBURGO
Já o governo de Luxemburgo reagiu especificamente às declarações do presidente francês Nicolas Sarkozy, que disse à luxemburguesa Viviane Reding que "recebesse" todos os ciganos em seu próprio país de origem., classificando-as como "mal intencionadas".
"Não é Viviane Reding enquanto luxemburguesa que falou, mas sim como comissária europeia e responsável pela pasta da Justiça", disse o chanceler de Luxemburgo, Jean Asselborn.
"Misturar a nacionalidade da comissária com Luxemburgo é algo mal intencionado. Sabe-se que Nicolas Sarkozy tem problemas com os luxemburgueses, mas não se pode exagerar", disse o chefe de diplomacia do país.
COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
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