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Comentários de Ahmadinejad sobre 11/9 são "ofensivos" e "indesculpáveis", diz Obama
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Atualizado às 13h07.
O presidente americano, Barack Obama, classificou nesta sexta-feira de "ofensivos" e "indesculpáveis" os comentários feitos ontem pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sobre os ataques de 11 de Setembro.
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O líder do Irã enumerou teorias conspiratórias sobre o 11/9 durante seu discurso na 65ª Assembleia Geral da ONU, dizendo que "muitas pessoas" acham que o governo americano esteve por trás dos atentados, que mataram cerca de 3.000 pessoas.
Em entrevista à BBC Persa, Obama afirmou que as declarações foram "ofensivas" e "cheias de ódio", segundo a Casa Branca. "Para ele, fazer tais tipos de comentário é algo indesculpável", disse ainda a Casa Branca, que divulgou trechos da entrevista.
Em seu discurso na sede da ONU, em Nova York, Ahmadinejad explicou que há três teorias sobre os ataques de 11 de Setembro.
| Mike Segar/Reuters |
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| Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, discursa na ONU; para Obama, comentários são "indesculpáveis" |
A primeira: que um "grupo terrorista poderoso e complexo" conseguiu passar pelos sistemas de inteligência e segurança dos EUA. A segunda: "que alguns segmentos dentro do governo dos EUA orquestraram o ataque para reverter o declínio da economia americana e seu controle no Oriente Médio, também para salvar o regime sionista" --segundo o iraniano, "a maioria do povo americano, bem como de outras nações, e políticos concordam com essa visão".
Foi a gota-d'água. Nesse momento, a delegação americana na ONU levantou-se e deixou o auditório sem ouvir a terceira teoria: de que o ataque foi obra de "um grupo terrorista, mas que o governo americano apoiou e tirou vantagem da situação".
Segundo Ahmadinejad, os atentados teriam servido como desculpa para invadir o Iraque e o Afeganistão. "Foi dito que cerca de 3.000 pessoas foram mortas em 11 de Setembro, o que nos deixa muito entristecidos. Porém, até agora no Afeganistão e Iraque, centenas de milhares de pessoas foram mortas, milhões feridas e desabrigadas, e os conflitos ainda continuam e crescem."
| Andrew Gombert/Efe |
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| Representantes americanos deixam sala em protesto durante discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na ONU |
O iraniano defendeu que invadir um país "usando como justificativa a liberdade" é um crime que não pode ser perdoado. Várias delegações europeias também saíram. Um diplomata europeu disse que todos os 27 países-membros tinham concordado em sair se Ahmadinejad fizesse declarações inflamadas em seu discurso.
"Em vez de representar as aspirações e a boa vontade do povo iraniano, o senhor Ahmadinejad novamente escolheu declamar teorias conspiratórias repugnantes e calúnias antissemitas, que são tão detestáveis e ilusórias quanto previsíveis", afirmou o porta-voz da missão americana da ONU, Mark Kornblau, em comunicado logo após as declarações polêmicas do iraniano.
EUROPA
A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, também afirmou nesta sexta-feira que as declarações do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad sobre os atentados de 11/9 são "escandalosas e inaceitáveis".
"A afirmação do presidente iraniano de que os Estados Unidos foram de alguma forma responsáveis pelos atentados de 11/9 e que a maioria dos americanos também pensa assim é escandalosa e inaceitável", declarou Ashton em um comunicado.
"Esta é a razão pela qual todos os representantes dos 27 países da União Europeia (UE) abandonaram a Assembleia Geral da ONU em Nova York", indicou.
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