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Em debate na Folha, jornalista diz que sofreu tortura psicológica para assinar confissão no Irã
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DE SÃO PAULO
Atualizado às 21h04.
A jornalista irano-americana Roxana Saberi afirmou nesta segunda-feira que foi presa em 2009 acusada de espionar para os EUA por tentar escrever um livro sobre a sociedade iraniana. Ela também relatou ter sofrido tortura psicológica para assinar uma confissão.
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Saberi, 33, participa neste momento de um debate promovido pela Folha de S. Paulo, sob mediação da repórter especial Claudia Antunes. Participam ainda Raul Juste Lores, editor de Mercado, e Iradj Roberto Eghrari, ativista de direitos humanos.
Ela defende que o Brasil tem um papel a jogar para combater as violações praticadas por Teerã. "Acho que o Brasil deve fazer dos direitos humanos uma prioridades, se quer se tornar um mediador no Irã".
"Deveria falar mais, diretamente com o Irã mas também na ONU".
ENTENDA
A jornalista foi presa em janeiro de 2009 e condenada, em abril, a oito anos de prisão acusada de suposta espionagem. Após intensa pressão internacional, no entanto, foi libertada em maio do mesmo ano.
Filha de pai iraniano e mãe japonesa, Saberi nasceu nos EUA. Foi miss Dakota do Norte em 1997 e obteve mestrado em jornalismo e relações internacionais.
Mudou-se em 2003 para o Irã, onde trabalhou para diversos veículos internacionais, entre os quais a BBC e a Rádio Pública Nacional dos EUA.
Voltou para os EUA após sua libertação, saudada pelos presidente americano, Barack Obama, e a secretária de Estado, Hillary Clinton. Ela está no Brasil para lançar o seu livro "Entre Dois Mundos" (Editora Larousse), em que conta a sua história.
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