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28/11/2010 - 22h30

EUA queriam investigar presença da Al Qaeda na tríplice fronteira, revela WikiLeaks

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DA FRANCE PRESSE, EM MADRI

Os Estados Unidos pediram aos seus diplomatas, em 2008, que investigassem a possível presença da Al Qaeda e de outros "grupos terroristas" islâmicos na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, segundo documentos secretos publicados neste domingo pelo site WikiLeaks.

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Segundo documento difundido pelo site WikiLeaks a vários jornais e publicado pelo britânico "The Guardian", a chancelaria americana pediu em 2008 à sua embaixada em Assunção "informações sobre a presença, as intenções, os planos e as atividades de grupos terroristas (...) no Paraguai, concretamente na tríplice fronteira" com o Brasil e a Argentina.

Washington queria informações não só sobre a possível presença dos grupos Hizbollah e Hamas, entre outras organizações armadas islâmicas, mas também da "Al Qaeda" e de "agentes estatais iranianos", destacou o texto.

Além disso, pedia dados sobre possíveis redes de apoio a estes grupos, inclusive organizações não-governamentais islâmicas e sobre a capacidade dos serviços de segurança paraguaios e sua disponibilidade para cooperar com os Estados Unidos no combate ao terrorismo.

A tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina abriga imigrantes de países árabes e há anos Washington suspeitava que nesta região fossem arrecadados fundos para organizações islâmicas, concretamente a libanesa Hizbollah.

Há anos também se investigou a possível presença ali de autores do atentado à mutual judaica AMIA de Buenos Aires, onde morreram 85 pessoas, em 1994.

Em 2003 foram difundidas informações dos serviços de segurança brasileiros sobre uma possível viagem do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, à tríplice fronteira para visitar uma mesquita na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, embora responsáveis da comunidade árabe no local tenham negado o fato.

 

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