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29/11/2010 - 08h16

Suíços aprovam expulsão de imigrantes com condenação

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A Suíça aprovou ontem, em referendo, lei que determina a expulsão automática de imigrantes condenados por crimes no país. A medida inclui cidadãos europeus.

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Segundo a contagem dos votos nas 26 províncias, o sim obteve 52,9% dos votos, contra 47,1% que votaram contra. O número de pessoas favoráveis à medida, no entanto, é inferior ao que apontavam projeções anteriores.

Serão deportados automaticamente imigrantes condenados por crimes como estupro, assassinato, tráfico de drogas e pessoas. A Anistia Internacional qualificou a votação de "jornada negra para os direitos humanos".

A autoria do texto é do partido de extrema direita SVP (Partido do Povo Suíço). É o mesmo grupo político que sugeriu a polêmica proibição de minaretes nas mesquitas do país -medida também aprovada em referendo, há cerca de um ano.

Durante a campanha do referendo atual, foram usados pôsteres que mostram um grupo de ovelhas brancas chutando outra, negra, para fora de uma bandeira suíça.

O projeto foi aprovado com quase unanimidade nas regiões de língua alemã do país e negado nas áreas em que o francês é o idioma predominante -como Genebra e Friburgo.

PREOCUPAÇÃO

O governo suíço tentava uma opção mais branda para a lei, preocupado com a repercussão da medida e com receio de violar acordos com a União Europeia.

A Suíça não faz parte da União Europeia, mas mantém com o bloco um acordo que permite a livre circulação de suíços e dos cidadãos dos 27 países.

Pelo projeto do governo, o expulso deixaria o país assim que cumprisse a pena e ficaria proibido de voltar à Suíça por um prazo de 5 a 20 anos.

Após a derrota, o Ministério da Justiça suíço assegurou que as expulsões respeitarão as leis internacionais e a Constituição.

Outro tema colocado em votação ontem no país, a implementação de impostos equitativos, foi negado por 58,5% dos votos.

 

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