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Hillary elogia Berlusconi para tentar "apagar incêndio" do WikiLeaks
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ANDREW QUINN
DA REUTERS, EM ASTANA
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, tem dado muitas explicações aos líderes mundiais depois da divulgação constrangedora, pelo site WikiLeaks, de mensagens das embaixadas dos Estados Unidos --poucos precisaram de tanta explicação, porém, quanto o italiano Silvio Berlusconi.
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Hillary aproveitou a oportunidade de uma reunião numa cúpula cazaque para tranquilizar pessoalmente o primeiro-ministro da Itália, cuja vaidade foi claramente afetada pelas mensagens americanas, que o chamam de "fraco" e de festeiro.
| Geert Vanden Wijngaert/AP |
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| Hillary Clinton elogia relações dos EUA com a Itália, após revelações do WikiLeaks sobre Berlusconi |
"Não temos amigo melhor, não temos ninguém que apoie as políticas americanas de forma tão consistente como o primeiro-ministro Berlusconi", disse Hillary aos jornalistas quando os dois se encontravam.
"Os Estados Unidos, os governos republicano e democrata de forma igual, sabem que podem contar com o primeiro-ministro para apoiar as políticas e valores compartilhados pela Itália e pelos Estados Unidos", completou ela.
Publicamente, Berlusconi zombou das mensagens do WikiLeaks, que se concentram na vida privada do primeiro-ministro de 74 anos e o descrevem como "fraco, vaidoso e ineficaz como líder moderno europeu".
Entretanto, parece que elas atingiram um ponto delicado. Autoridades americanas afirmaram que Berlusconi tratou do assunto com Hillary Clinton em suas conversas em Astana, a capital futurista do Cazaquistão.
"Ele observou que isso estimulou muitas discussões na Itália e que, de forma não surpreendente, era um problema", afirmou nos bastidores um alto funcionário do Departamento do Estado.
Hillary decidiu fazer os comentários públicos à mídia para esclarecer a situação, disse o funcionário.
"Ela quis falar ao mundo e à imprensa o que ela disse a ele e o que a América pensa", disse.
Hillary criticou duramente os vazamentos, que revelaram uma enorme quantidade de comunicações diplomáticas sigilosas dos EUA, ressaltando que os documentos não refletem a política oficial americana e prometendo que as importantes alianças dos EUA não seriam abaladas pelas revelações.
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