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Criador do WikiLeaks chega a tribunal de Londres para audiência, diz "The Guardian"
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DE SÃO PAULO
Julian Assange, criador do site WikiLeaks, já chegou à corte de Westminster, no centro de Londres, para a audiência que pode decidir sobre sua extradição para a Suécia, onde é acusado de assédio sexual e estupro, informa o jornal britânico "The Guardian".
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O diário publicou uma foto do australiano dentro de um carro de polícia blindado, sendo levado até a corte, e cita que a emissora britânica BBC também já mostra imagens de uma van chegando ao tribunal londrino, supostamente trazendo o criador do site para a audiência.
| Guardian.co.uk/Reprodução |
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| Imagem do "Guardian" mostra Assange chegando à corte de Westminster dentro de um veículo blindado da polícia britânica |
Perante a Justiça britânica o criador do site que há duas semanas divulga telegramas diplomáticos do Departamento de Estado dos EUA deve apelar para que possa responder ao processo em liberdade, sob pagamento de fiança.
Desde a última terça-feira (7), quando se entregou à polícia britânica, Assange está preso após a corte de Westminster decidir que ele deveria ser mantido sob custódia ao menos até a próxima audiência.
Assange poderá ser extraditado para a Suécia, onde é acusado de assédio sexual e estupro contra duas mulheres.
Mark Stephens, o advogado do australiano, disse nesta terça-feira que seu cliente está disposto a ser monitorado eletronicamente e a permanecer no mesmo endereço.
CRÍTICAS
Mais cedo, em comunicado, Assange criticou as operadoras Visa, MasterCard e o site de pagamentos PayPal por terem cancelado os serviços à sua organização, classificando-os como "instrumentos de política externa dos EUA".
"Agora sabemos que Visa, Mastercard e PayPal são instrumentos da política externa dos Estados Unidos. É algo que ignorávamos", afirmou Assange de uma penitenciária do Reino Unido a sua mãe, Christine, que repassou o comunicado à emissora Channel 7.
"Faço um chamado a todo o mundo para meu trabalho e meus funcionários sejam protegidos destes ataques imorais e ilegais", disse.
Na semana passada, as operadoras de cartões de crédito Visa e Mastercard anunciaram a suspensão das transferências para o WikiLeaks.
A Visa destacou que aguardava "elementos adicionais" para saber se a atividade do portal está de acordo com suas regras de funcionamento, enquanto a Mastercard qualificou a atividade do site de "ilegal".
A PayPal reativou a conta do WikiLeaks, liberando os fundos disponíveis, mas adotou certas restrições e advertiu que não aceitaria novos pagamentos até nova ordem.
Os sites do PayPal, Visa e Mastercard foram alvos de ataques virtuais de simpatizantes do WikiLeaks.
CIBERATAQUES
Em função da audiência de Assange nesta terça-feira, em Londres, o governo britânico anunciou estar preparado para potenciais ciberataques em defesa do australiano.
O governo britânico se diz especialmente preocupado pela possibilidade de os hackers, que vem agindo em represália por uma detenção que consideram política, atacarem sites relacionados com as devoluções da Fazenda ou determinadas prestações sociais.
Anteriormente, os ativistas atacaram empresas como MasterCard, Visa, PayPal e Amazon, acusadas de terem cedido à pressão do governo americano para romper seus vínculos com a WikiLeaks e Assange.
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