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Ao menos 3 morrem em protestos por renúncia de líder no Egito
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DE SÃO PAULO
O Ministério do Interior do Egito confirmou a morte de dois manifestantes e um policial nos protestos que tomaram o Cairo e diversas cidades ao redor do país exigindo a renúncia do ditador Hosni Mubarak, 82, há 30 anos no poder.
A praça Tahrir, no centro do Cairo, concentra os embates mais violentos entre manifestantes e a polícia, mas grandes protestos também são registrados nas cidades de Alexandria e em Suez.
Inspirados pela Revolução do Jasmin, que derrubou o ditador da Tunísia Zine el Abidine Ben Ali após 23 anos no poder, mais de 10 mil manifestantes empunham bandeiras egípcias e tunisianas nas ruas do Cairo.
| Mohamed Abd El-Ghany/Reuters | ||
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| Na praça Tahrir, no centro do Cairo, mais de 10 mil jovens entraram em confronto com forças de segurança |
Grande parte dos jovens egípcios estão descontentes com o regime ditatorial no país. "Esta é a primeira vez que estou protestando. Temos sido uma nação covarde. Finalmente, precisamos dizer não", disse Ismail Syed, de 24 anos, um funcionário de um hotel que tenta sobreviver com um salário de apenas US$ 50 por mês.
A concentração de manifestantes em torno da sede do Partido Nacional Democrático, de Mubarak, também continua aumentando, aos gritos de "aqui estão os ladrões".
Quase metade dos 80 milhões de egípcios vivem abaixo ou pouco acima da linha da pobreza da ONU (Organização das Nações Unidas), que estabelece renda diária de US$ 2. Má educação e saúde e alta taxa de desemprego colabora na exclusão de boa parte da sociedade.
REAÇÕES
Após passar grande parte do dia em silêncio, o governo reagiu na noite desta terça-feira pedindo o fim dos protestos. O Ministério do Interior, que controla as forças de segurança, disse que as autoridades entendem o direito de protesto, mas acusou os manifestantes de "insistir em provocações".
| AP | ||
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| Milhares tomaram as ruas do Cairo em protesto ao governo do ditador Hosni Mubarak, há 30 anos no poder |
Em Washington, a secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton disse que o governo do Egito --um importante aliado americano no Oriente Médio-- permanece estável. Ela disse ainda que a população deve ter seu direito de manifestação preservado, mas pediu contenção no uso da violência.
REAÇÃO EM CADEIA
Assim como os protestos na Tunísia, os jovens egípcios se organizaram em redes sociais como o Facebook e o Twitter, e mais de 90 mil confirmaram presença nos protestos.
| Mohamed Abd El-Ghany/Reuters |
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| Organizados no Twitter e no Facebook, os protestos iniciaram de forma pacífica, mas logo tornaram-se violentos confrontos |
Pela rede, ativistas convocaram os protestos coincidindo com um feriado em homenagem à polícia.
"Abaixo, abaixo Hosni Mubarak", gritaram os manifestantes em frente a um complexo judicial no centro da capital, que ficou cercado por policiais. A segurança foi reforçada em diversos pontos do Cairo e em outras áreas do Egito, para evitar que os protestos se propagassem.
"Gamal, avise o seu pai que os egípcios o odeiam", gritavam os manifestantes, referindo-se ao filho de Mubarak, que muitos consideram estar sendo preparado para suceder o pai, de 82 anos.
Apesar de terem começado de maneira pacífica, os protestos rapidamente escalaram para confrontos quando as forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo para conter os manifestantes que ocuparam a praça Tahrir, principal da capital egípcia.
Os manifestantes foram atingidos ainda com canhões de água, mas reverteram a situação ao invadir o caminhão. Alguns egípcios formaram barricadas e jogaram pedras contra as forças de segurança.
COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
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