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07/02/2011 - 07h31

Ministro de Dilma defende saída de Mubarak e eleição no Egito

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BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL A DACAR

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse neste domingo, no Senegal, que o governo brasileiro apoia o movimento que pede a queda do ditador do Egito, Hosni Mubarak.

Ele comparou a mobilização à luta contra a ditadura militar no Brasil e defendeu que Mubarak convoque eleições para permitir uma transição para a democracia.

"O Brasil está acompanhando com muita atenção e disposto a apoiar esses movimentos", disse o ministro, que representa a presidente Dilma Rousseff no Fórum Social Mundial, em Dacar.

Segundo Carvalho, o Brasil espera que Mubarak tenha "bom senso" e convoque eleições diretas para interromper os conflitos de rua.

"Os movimentos de massa se mostram de tal forma fortes que é muito importante uma atitude de Mubarak evitando a violência, que abra a possibilidade de novas eleições", afirmou o ministro.

"Temos a expectativa de que Mubarak tenha bom senso e evite o derramamento de sangue."

Ele disse ainda que o Brasil espera que o Egito não embarque num regime fundamentalista, cenário que é previsto por alguns no caso de um eventual governo liderado pela Irmandade Muçulmana.

Questionado se o Planalto seguiria a posição americana, ele disse que o país não defende "intervenção direta" e manterá atitude de "cautela e apoio à democracia".

O ditador egípcio foi alvo de protestos na marcha que abriu o Fórum, que reúne movimentos sociais e partidos de esquerda de todo o mundo. Uma das faixas trazia a inscrição "Mubarak assassino".

OPINIÃO PESSOAL

Questionados, o Itamaraty e o Planalto não quiseram comentar as declarações de Carvalho.

Desde o início dos protestos contra Mubarak, o Ministério das Relações Exteriores divulgou duas notas sobre a situação do Egito --a última delas defendeu um "aprimoramento institucional e democrático" do país.

Já a assessoria do ministro disse que as declarações representam a opinião pessoal de Carvalho sobre o Egito, não do governo brasileiro.

Mas acrescentou em nome do Brasil: "O Brasil tem uma posição de cautela, observação e apoio à democracia em relação aos recentes conflitos no Egito", disse. "O Brasil não pedirá a saída imediata de Mubarak."

Colaborou a SUCURSAL DE BRASÍLIA

 

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