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China bloqueia rede social para evitar organização de protestos
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FABIANO MAISONNAVE
DE PEQUIM
Preocupado em evitar manifestações inspiradas na revolta árabe, o governo chinês bloqueou na internet o acesso à rede social LinkedIn após nova convocação para protestos, agora semanais.
A ação é parte de um cerco oficial maior iniciado nas últimas semanas, à medida que os protestos se alastravam por países árabes.
Aparentemente, a maior preocupação no momento é evitar qualquer propagação da convocação de protestos como o do último domingo em 13 cidades chinesas. O resultado foi um fracasso, com pequenas concentrações apenas em Pequim e Xangai.
Na terça, uma nova convocação apareceu no popular site boxun.com, escrito em mandarim, mas baseado nos EUA, exortando a população a ir todos os domingos às 14h nos mesmos locais marcados para o último fim de semana.
O texto defende mais independência do Judiciário, combate à corrupção e abertura política. "Os chineses dependem de si mesmos para lutar por seus direitos. Não devemos sequer sonhar que um regime autoritário tome a iniciativa de concedê-los."
Em reação, o governo endureceu nos últimos dias o tratamento dos ativistas políticos. Grupos de direitos humanos afirmam que cerca de cem críticos do governo estão em prisão domiciliar ou foram levados pela polícia.
Porta-vozes do governo chinês têm demonstrado publicamente preocupação com o risco de protestos. Em entrevista nesta semana, Chen Jiping, dirigente do Partido Comunista, disse que a China enfrenta um difícil momento interno por causa de 'forças hostis ocidentais".
O país também bloqueou buscas na internet com o nome do embaixador americano em Pequim, Jon Huntsman. No domingo, ele foi visto em um dos locais de protesto, diante de um McDonald's na capital chinesa.
Huntsman disse que estava só de passagem pelo local e parou por curiosidade.
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