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25/02/2011 - 09h39

Filipinas celebra 25 anos de revolta que derrubou ditador

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DA ASSOCIATED PRESS, EM MANILA (FILIPINAS)

O presidente das Filipinas, Benigno Aquino 3º, liderou nesta sexta-feira as comemorações pelos 25 anos da revolta popular de quatro dias que derrubou o ditador Ferdinand Marcos. Ele afirmou que a luta pela boa governança e contra a corrupção que foram marcos da Revolta do Povo continua.

Aquino lembrou os 20 anos de um regime de mão de ferro de Marcos --que enriqueceu sua família e amigos enquanto a população afundava na pobreza.

Marcos morreu em exílio no Havaí três anos depois de sua queda. A pobreza, corrupção e insurgência ainda são os maiores problemas nas Filipinas.

Francis R. Malasig/Efe
Pombas brancas posam em dois cardeais filipinos que participam das celebrações do fim da ditadura de Ferdinand Marcos
Pombas brancas posam em dois bispos filipinos que participam das celebrações do fim da ditadura de Ferdinand Marcos

Aquino disse que a revolta aumentou as esperanças de que a democracia traria a prosperidade e um governo que protege o dinheiro do povo, mas isso não aconteceu sob o governo de sua antecessora, Gloria Macapagal Arroyo.

"Há alguns que traíram a confiança do público e roubaram os cofres do governo", disse. "Com boa governança para combater corrupção, nós podemos libertar nosso povo da pobreza".

Arroyo ficou no poder por nove anos, sobrevivendo a várias tentativas de golpe por militares descontentes e pedidos de impeachment da oposição --que a acusou de corrupção, fraudes eleitorais e abusos dos direitos humanos. Ela negou todas as acusações.

Aquino é o filho de dois ícones da democracia filipina. Sua mãe, Corazón Aquino, reivindicou a vitória contra Marcos nas eleições fraudulentas realizadas duas semanas antes da revolta e foi empossada como sua sucessora. Seu pai e arquirrival de Marcos, o ex-senador Benigno Marcos Aquino, foi assassinado por militares em 1983.

Um terço dos filipinos vivem com média de US$ 1 por dia. A falta de postos de trabalho em casa forçou cerca de 10% da população filipina a buscar trabalho no exterior. Eles enviam bilhões de dólares para casa e ajudam a escorar a economia do país.

Aquino retomou as conversações de paz com os insurgentes comunistas e rebeldes separatistas muçulmanos para acabar com mais de quatro décadas de conflito armado que também tem retardado o crescimento econômico do país.

 

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