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Embaixadores da Líbia na França e na Unesco renunciam
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Os embaixadores da Líbia na França e na Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) anunciaram nesta sexta-feira sua renúncia em ato de condenação aos atos de repressão na Líbia e sua adesão à revolução contra o ditador Muammar Gaddafi.
"Condenamos firmemente os atos de repressão na Líbia. Declaramos nossa união ao povo, nosso apoio à revolução do povo", declararam os embaixadores Salah Zaren (França) e Abdul Salam el Galali (Unesco).
"Nós nos demitimos de nossos postos e nos somamos à revolução", afirmaram em uma declaração conjunta transmitida pela Rádio France Inter.
Estas são as dias renúncias mais recentes em uma onda diplomática de protestos que inclui os representantes na Índia, Indonésia, Reino Unido, Estados Unidos e Polônia, e de membros do gabinete como o ministro do Interior e general do Exército, Abdul Fatah Yunis.
O anúncio foi aplaudido por um grupo de opositores líbios, autointitulados filhos da revolução, que ocupa a Embaixada da Líbia em Paris. O grupo disse ter tomado o controle do prédio, embora as agências de notícias indiquem que o prédio continua isolado por policiais, que impedem inclusive a entrega de alimentos aos jovens.
Os opositores, que chegariam a 30 pessoas, ocupam a embaixada desde a noite de quinta-feira. Eles expulsaram os funcionários do local.
O grupo ameaça cometer suicídio coletivo no caso de intervenção da polícia. Os manifestantes içaram no local a antiga bandeira líbia, anterior à chegada de Gaddafi em 1969.
A repressão ordenada pelo ditador aos protestos contra seu regime deixaram ao menos 300 mortos, segundo o balanço oficial, mas a Alta Comissária da ONU (Organização das Nações Unidas) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, denunciou nesta sexta-feira que pode ter deixado "milhares de mortos e feridos".
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