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08/03/2011 - 16h45

Dia da Mulher é marcado por protestos contra violência e discriminação

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DA FRANCE PRESSE, EM PARIS

Com variadas manifestações contra a violência conjugal e a discriminação no mercado do trabalho, assim como homenagens ao papel das mulheres nas revoluções do norte da África, o mundo comemorou nesta terça-feira o Dia Internacional da Mulher.

Aproveitando a ocasião, o jornal britânico "The Guardian" publicou uma lista das 100 mulheres mais inspiradoras do mundo, entre as quais se encontra a presidente brasileira Dilma Rousseff, que figura ao lado de nomes como Margareth Thatcher, Aung San Suu Kyi, Angela Merkel, Hillary Clinton e personalidades pop como Madonna e Lady Gaga.

Em Buenos Aires, um protesto diante do Congresso argentino chamou a atenção sobre as mulheres vítimas da violência conjugal. Sob o lema "Ninguém dá atenção a elas", a mobilização fez referência às mulheres que se atrevem a denunciar a violência familiar de que são vítimas, mas que não são ouvidas pelas autoridades policiais.

As denúncias contra os crimes do gênero e contra a impunidade foram as constantes das mobilizações em todo o mundo.

Em Ancara e Istambul, milhares de mulheres se manifestaram para denunciar os "crimes de honra" e a violência de que as mulheres são vítimas na Turquia, um país muçulmano que quer se unir à União Europeia (UE).

Na Grécia, onde o emprego das mulheres sofreu o impacto da recessão --há 17% da mulheres desempregados, contra 11,6% de homens-- foi celebrada uma mobilização na praça central de Atenas.

Na Itália, uma comissão do Senado deve adotar um projeto de lei que obriga as empresas a nomear mulheres para pelo menos 30% dos postos em seus conselhos de administração.

No Reino Unido, a cantora Annie Lennox participou, com outras atrizes, em uma marcha às margens do Tâmisa, em Londres, por ocasião desta data.

E na França, inúmeras associações e federações feministas convocaram debates, exposições e marchas, em torno dos temas da violência conjugal ou discriminações no mercado trabalhista.

O dia também recordou o papel decisivo que tiveram as mulheres nas mudanças registradas na Tunísia e no Egito.

"As mulheres tiveram um papel crucial na ativação das atuais mutações na África do Norte. Em um clima de violência, se comprometeram na luta pela mudança", afirmaram a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, e a vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding, por ocasião do Dia Internacional da Mulher.

Na Colômbia, onde as principais vítimas do conflito armado são as mulheres --que também são as principais vítimas do deslocamento forçado e da violência sexual--, este dia foi a ocasião para o lançamento do escritório local da Mulheres, agência da ONU (Organização das Nações Unidas).

No Brasil, a primeira mulher presidente do país, Dilma Rousseff, divulgou uma mensagem especial pelo Dia Internacional da Mulher, onde ela fala do objetivo de sua política, que é a erradicação da pobreza extrema. Segundo ela, no Brasil a pobreza tem cara e ela "é feminina, está ligada às mulheres".

 

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