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10/03/2011 - 09h18

Gaddafi concordaria em negociar transição, diz jornal português

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O ditador líbio, Muammar Gaddafi, concordaria em negociar a transição de poder, disse uma fonte diplomática ao jornal português "Público" nesta quinta-feira, após o chanceler de Portugal, Luis Amado, ter recebido um emissário de Gaddafi em Lisboa.

O "Público" alerta que a mensagem deve ser vista com cautela, uma vez que foi dada em resposta a uma proposta de Amado pelo fim das hostilidades contra os rebeldes e pelo início de uma transição de poder pacífica no país do norte da África.

"O emissário do líder líbio disse a Amado que Trípoli aceitaria começar um processo de negociação para a transição"", disse o "Público". "É muito cedo, no entanto, para avaliar a real intenção desta mensagem e para avaliar se essa não é apenas uma declaração circunstancial [...] a mensagem não foi apresentada no início do encontro".

O Ministério das Relações Exteriores de Portugal disse que o enviado líbio encontrou Amado para explicar os pontos de vista de Trípoli para o conflito. Portugal foi escolhido esta semana para presidir o comitê de sanções do Conselho de Segurança da ONU.

O ministério não informou o nome do enviado e nem divulgou mais detalhes da reunião, afirmando apenas que o encontro foi "parte dos preparativos para reuniões extraordinárias do Conselho de Relações Exteriores da União Europeia e do Conselho Europeu que serão realizadas nos próximos dias".

Em Bruxelas, Amado disse, contudo, que transmitiu ao funcionário líbio a mensagem de que o regime está acabado.

"A mensagem que transmiti é que o regime de Gaddafi está acabado, que sua legitimidade está acabada", afirmou Amado, ao chegar para uma reunião da UE.

O ministro afirmou, além disso, ter se reunido paralelamente com representantes da oposição líbia.

Os dois lados do conflito líbio apelaram nos últimos dias à diplomacia com a Europa para tentar reverter a batalha que parece não ter fim. Gaddafi enviou emissários ao Egito, Bélgica, Portugal e Atenas para expressar seu lado da história, enquanto representantes dos rebeldes conquistaram o apoio do Parlamento Europeu e o reconhecimento da França como "representante legítimo do povo líbio".

 

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