Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
11/03/2011 - 16h12

"Vi carros pulando", diz brasileiro recém-chegado ao Japão

Publicidade

CLÁUDIA IZUMI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O brasileiro Wellinghton Akira Komiyama, 35, completou apenas 12 dias de estada no Japão e presenciou o maior terremoto a atingir o arquipélago nesta sexta-feira.

Komiyama estava no trabalho, uma escola com crianças brasileiras de quatro a 17 anos em Mitsukaido, na província de Ibaraki, quando o sismo de magnitude 8,9 ocorreu às 14h46 (2h46 no horário de Brasília).

"Achei que o terremoto ia parar imediatamente, mas foi aumentando. Não sabia se era normal algo naquela intensidade, e fiquei parado numa área coberta com alguns jovens. Segundos depois, ficou muito mais forte e as crianças começaram a sair das salas de aula", conta. "No momento do sismo, vi carros estacionados pulando. Tudo estava chacoalhando e era difícil ficar em pé."

Como o treinamento em ocorrências de terremotos são anuais e praticamente obrigatórios nas escolas estrangeiras e japonesas, os estudantes não entraram em pânico.

Komiyama, que encabeça um projeto de uma ONG para filhos de brasileiros que trabalham em Ibaraki, conta que tremores de menor intensidade ainda ocorrem na região com poucos intervalos --as ocorrências são comuns depois de abalos de grande magnitude.

Em Mitsukaido, os danos provocados foram pequenos, com telhados e muros danificados, mas os trens pararam de funcionar.

Nas lojas de conveniência e supermercados, falta água. As redes de comida pronta --os brasileiros são mão de obra desse setor da economia em Ibaraki---, que atendem milhares de japoneses, não estão funcionando.

Editoria de Arte/Folhapress
 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Voltar ao topo da página