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16/03/2011 - 14h51

Neve pode levar radiação do ar para o solo no Japão

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SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Sites internacionais de meteorologia indicam previsão de neve e de chuva na região de Fukushima nos próximos dias. As condições climáticas pioram os riscos de contaminação radioativas.

Isso porque as partículas radioativas que foram expelidas para atmosfera após as explosões das estruturas de três reatores da usina Fukushima 1, com neve e chuva, irão diretamente para o solo.

'Neve e chuva lavam a atmosfera e levam as partículas radioativas para chão', explica Hilton Silveira, diretor associado do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

'O ideal seria que o tempo se mantivesse limpo, sem chuvas e com ventos para o Pacífico', explica.

Por enquanto, os ventos sopram em direção ao Pacífico e não há risco de contaminação radioativa nos países vizinhos- nem nos Estados Unidos.

'Mas a direção dos ventos muda o tempo todo', completa Silveira.

BUSCAS

Uma forte nevasca atingiu, nesta quarta-feira, o Nordeste do Japão. A neve atrapalha os trabalhos de equipes de resgate e aumenta as dificuldades das pessoas, a maioria delas idosas, que ainda permanecem na região.

Em Sendai, que já foi uma cidade, mas agora é uma área devastada e inundada, bombeiros e equipes de ajuda trabalhavam em meio aos escombros para encontrar algum sinal de vida. Mas, assim como em outras cidades, as equipes retiravam apenas corpos.

"O forte cheiro de cadáveres e a sujeira das águas do oceano torna o trabalho de busca muito difícil", disse Yin Guanhhui, membro de uma equipe de resgate chinesa que trabalha na cidade de Ofunato.

"As potentes ondas do tsunami atingiram repetidamente as casas na região. Qualquer um preso sob os escombros se afogaria sem nenhuma chance de sobreviver".

A mídia japonesa informou que pelo menos duas pessoas foram retiradas vivas dos escombros, mais de 72 horas depois após o terremoto e o tsunami. Mas autoridades responsáveis pelo resgate disseram que a nevasca diminuiu as chances já reduzidas de encontrar mais sobreviventes.

 

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