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EUA temem que Gaddafi retorne ao terrorismo
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DA REUTERS, EM WASHINGTON
DE SÃO PAULO
Os Estados Unidos estão preocupados com a possibilidade de o ditador líbio, Muammar Gaddafi, retornar ao terrorismo e ao extremismo violento, caso ele tenha sucesso na batalha contra rebeldes. A declaração foi feita nesta quinta-feira pelo subsecretário de Estado norte-americano, Nicholas Burns.
"Se Gaddafi tiver sucesso, você também enfrenta uma série de outros riscos", disse Burns ao Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA.
Isso inclui, segundo ele, "o perigo de ele voltar ao terrorismo e ao extremismo violento". Burns acrescentou que há um risco real de "violência crescente e turbulência" no Oriente Médio.
ADVERTÊNCIA
Na terça-feira (15), o ditador líbio advertiu aos governos ocidentais que, se houver uma intervenção militar estrangeira em seu país, a Líbia vai se aliar à rede terrorista Al Qaeda. A declaração foi dada em uma entrevista ao jornal italiano "Il Giornale".
"A Líbia sairá da aliança internacional contra o terrorismo, nos aliaremos com a Al Qaeda e declararemos a Guerra Santa", ameaçou Gaddafi, caso os governos ocidentais se comportem "conosco" como o fizeram no Iraque.
O ditador disse se sentir "traído" por seu até agora amigo, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi.
Na mesma entrevista em que ameaça se aliar à Al Qaeda, Gaddafi criticou os rebeldes líbios que buscam derrubá-lo do poder e os considera aliados de Osama bin Laden, líder da rede terrorista islâmica.
Segundo o ditador, o CNTI (Conselho Nacional de Transição Interino), autoridade formada pelos rebeldes líbios em Benghazi, "é como se fosse a Al Qaeda".
Gaddafi afirmou que a oposição dos rebeldes é uma "causa perdida": "Há duas possibilidades: render-se ou escapar".
"Esses terroristas utilizam os civis como escudos humanos, inclusive as mulheres", declarou o ditador. Ele acrescentou que suas tropas avançam rapidamente em direção a Benghazi "para combater o terrorismo".
"As ordens às nossas tropas são cercá-los. Se eles se renderem, não vamos matá-los", disse.
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