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Aristide diz estar contente de voltar ao Haiti após sete anos
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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O ex-presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide declarou nesta quinta-feira estar contente de retornar ao Haiti depois de sete anos de exílio na África do Sul, durante coletiva de imprensa no Aeroporto de Lanseria, perto de Joanesburgo, de onde viaja a seu país.
"O grande dia chegou. O momento da despedida antes de regressar a casa", disse Aristide, doutor em línguas africanas da Universidade da África do Sul (Unisa), falando em zulu.
| Thony Belizaire/AFP | ||
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| Haitianos pró-Aristide preparam festas de boas-vindas; retorno de ex-presidente deve complicar 2º turno de eleições |
"De um lado estamos tristes de deixar nossos queridos amigos, mas por outro estamos contentes de retornar a casa depois de sete anos", disse, agradecendo o governo sul-africano e o presidente Jacob Zuma. "No Haiti, também estão muito contentes, porque nos esperam, esperam nosso retorno o mais rápido possível. É normal, seus sonhos vão se realizar".
Aristide, cuja chegada ao Haiti está prevista para amanhã, volta ao país justo antes das eleições presidenciais do próximo domingo, apesar da pressão dos Estados Unidos para que adiasse sua chegada pelas possíveis repercussões no desenvolvimento do pleito.
O ex-presidente haitiano, que viaja para seu país em um avião cedido pelo governo sul-africano, compareceu perante a imprensa no Aeroporto de Lanseria para o ler o comunicado, após o qual não aceitou perguntas.
Aristide esteve acompanhado de sua mulher e suas duas filhas; da ministra de Relações Exteriores da África do Sul, Maite Nkoana-Mashabane, e diversas personalidades da vida cultural, entre elas o ator americano Danny Glover.
"Minha família nunca esquecerá este longo tempo na mãe África", disse Aristide. "Embora o Haiti esteja longe daqui, nós, os africanos e descendentes de africanos, sempre devemos lembrar de nossas raízes. É uma honra preservar nossa cultura e nossas raízes africanas".
Os porta-vozes de Aristide manifestaram em várias ocasiões que o desejo dele não é influenciar as eleições e sim se dedicar ao ensino e à educação, além de trabalhar pela reconstrução do Haiti. Durante todo o tempo que permaneceu na África do Sul, Aristide trabalhou como professor na universidade de Pretória.
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