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Alemanha retira seus navios das operações da Otan no Mediterrâneo
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DA EFE, EM BERLIM
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
A Alemanha ordenou a retirada de todos os seus navios das operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no mar Mediterrâneo após a decisão da Aliança de participar do bloqueio naval à Líbia para garantir o embargo de armas ditado pela ONU.
Um porta-voz do Ministério de Defesa alemão anunciou na madrugada desta quarta-feira que as duas fragatas e os dois navios menores da Marinha alemã que se encontram no Mediterrâneo com um total de 550 homens voltaram a ser postos sob o comando alemão.
Também foi ordenada a retirada de até 70 militares alemães que participavam até agora como técnicos especialistas a bordo de aviões de reconhecimento Awac, da Otan, para controlar o espaço aéreo no Mediterrâneo.
A Alemanha decidiu "não participar deste tipo de ações" para evitar o uso da força, assinalou o porta-voz ministerial.
O país participava até o momento de operações da Otan no Mediterrâneo como a missão antiterrorista "Ative Endeavoir", com tripulações de técnicos militares para os Awac de reconhecimento.
Encontram-se ainda em águas do Mediterrâneo as fragatas "Hamburgo" e "Lübeck", o navio de abastecimento e apoio "Oker" e o navio antiminas "Datteln".
A Alemanha se absteve na votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas que decidiu dar sinal verde às operações militares contra o atual regime líbio e anunciou que não forneceria militar algum para essa missão.
OTAN
Os países ocidentais que apoiam uma zona de exclusão aérea na Líbia para proteger civis concordaram na terça-feira em usar a Otan para conduzir o esforço militar, mas autoridades afirmaram que a aliança estava dividida e longe de concordar sobre detalhes da missão.
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que detalhes sobre qual será o país a assumir a liderança da coalizão ainda estão sendo ajustados. Ela afirmou não estar preocupada com a transição.
A reunião dos países-membros da Otan, contudo, não definiu se a aliança vai assumir a liderança da operação, que atualmente é comandada pelos Estados Unidos.
A participação da Otan tem dividido seus países-membros. A Itália e o Reino Unido defendem que a aliança tem melhor capacidade de coordenar os esforços. Já França teme que a liderança da aliança atlântica pode afastar os países árabes. Há ainda os países-membros como Turquia e Alemanha, que têm objeções quanto aos ataques internacionais e se negam a participar.
"A Otan completou seus planos para ajudar a aplicar a zona de exclusão, para dar nossa contribuição, se for necessário, de forma claramente definida, ao amplo esforço internacional para proteger o povo da Líbia da violência do regime de [Muammar] Gaddafi", disse o secretário-geral Anders Fogh Rasmussen, em comunicado, sem mais detalhes.
A Otan encerra assim a fase de planejamento, que tinha sido adiada no fim de semana passado diante do racha interno. Uma fonte da aliança, citada pela agência Efe, diz que haverá uma nova fase das discussões internas, para definir qual será o papel na aplicação da zona de exclusão --o que pode se prolongar por dias.
Os embaixadores dos países-membros voltam a se reunir nesta quarta-feira, em Bruxelas, para abordar o assunto.
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