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31/03/2011 - 09h10

Otan assume comando de ação na Líbia e rejeita armar rebeldes

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) assumiu nesta quinta-feira o comando das operações internacionais na Líbia e rejeitou publicamente a ideia de armar rebeldes --opção considerada pelo presidente americano, Barack Obama.

A aliança assume o posto que foi dos Estados Unidos e lidera agora as forças na operação Protetor Unificado. a ideia é manter a zona de restrição aérea imposta na operação Aurora da Odisseia, além de manter os ataques às forças do ditador líbio, Muammar Gaddafi, e proteger os civis líbios.

Alex Dziadosz /Reuters
Rebeldes correm para se proteger de disparos perto de Brega; Otan rejeita armar oposicionistas
Rebeldes correm para se proteger de disparos perto de Brega; Otan rejeita armar oposicionistas

A operação começou oficialmente às 3h de Brasília, segundo a agência de notícias France Presse, que cita uma fonte diplomática.

Sob a autoridade do grande quartel-general da Aliança na Europa, em Mons (sul da Bélgica), a operação será dirigida a partir do centro regional de comando de Nápoles (sul da Itália) pelo general canadense Charles Bouchard.

A Otan assumiu o controle parcial das operações na quarta-feira, mas a transferência demorou em consequência da grande complexidade da operação.

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, reiterou a jornalistas nesta quinta-feira que é contra a ideia de fornecer armas aos rebeldes líbios e lembrou que a aliança está no país para proteger, não armar, os líbios.

"Nós estamos lá para proteger o povo líbio, não para armar o povo", declarou Rasmussen. "Até onde a Otan está sabe, e eu falo em nome da Otan, vamos nos concentrar no controle do embargo de armas e o objetivo claro de um embargo de armas é interromper o fluxo de armas no país", completou.

A ideia de armar os líbios não foi descartada pelos EUA, apesar de ter sido recebida com duras críticas pela Rússia.

Os ataques aéreos das forças internacionais neutralizaram a Força Aérea de Gaddafi e causaram grandes danos às suas bases militares, mas as tropas governistas continuam melhor equipadas na batalha contra os rebeldes.

Esta disparidade ficou óbvia nos últimos dias, quando as forças de Gaddafi forçaram os rebeldes a um recuo caótico de Sirte, cidade natal do ditador. Sob disparos de foguetes, os rebeldes recuaram ainda de Bin Jawad e de Ras Lanuf.

Armar os rebeldes poderia ser uma forma de "equilibrar" as forças da batalha na Líbia, embora muitos questionem se é seguro dar armas a grupos desconhecidos e o que aconteceria com estas armas após a guerra.

ATAQUES

Na noite desta quarta-feira, aviões franceses atacaram uma base de defesa antiaérea do Exército líbio localizada 20 quilômetros ao sul da cidade de Sirte, informou nesta quinta-feira o Estado-Maior do Exército francês, em comunicado.

Segundo a nota, o ataque foi realizado por uma patrulha de caças Rafale Air, outra de M 2000D e um agrupamento misto de Rafale e Super-Etendard.

As aeronaves francesas foram apoiados por dois aviões de provisão C135, um E3F e um Hawkeye. Além disso, uma patrulha de Rafale da Marinha realizou uma missão de reconhecimento, acrescentou o comunicado.

Andrew Winning /Reuters
Rebelde toma café-da-manhã diante de bateria antiaérea perto de Ajdabiyah; Otan assumiu comando das operações
Rebelde toma café-da-manhã diante de bateria antiaérea perto de Ajdabiyah; Otan assumiu comando das ações

O Exército acrescentou que, na terça-feira, as forças francesas da coalizão internacional que cumpre a aplicação da resolução 1.973 do Conselho de Segurança da ONU atacaram um depósito militar situado 30 quilômetros ao sul de Trípoli.

Além disso, na quarta-feira, uma patrulha de seis aviões efetuaram uma missão de proibição de sobrevoo do espaço aéreo líbio, da qual participaram dois caças M 2000-5 franceses e quatro M 2000-5 catarianos.

Um porta-voz do Exército francês afirmou ainda que jatos dos Emirados Árabes Unidos chegaram à base aérea de Sardenha para apoiar a coalizão internacional.

Thierry Burkhard não deu mais detalhes sobre quando os jatos começarão a participar da intervenção militar.

 

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