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Otan confirma bombardeio a depósitos de munições na Líbia
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DA FRANCE PRESSE, EM BRUXELAS
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
A Otan confirmou nesta quarta-feira ter bombardeado depósitos de munições no oeste da Líbia, em um momento em que França e Reino Unido pedem mais operações no país para proteger os civis.
"Podemos confirmar que houve um ataque aéreo deliberado a esses arsenais situados a 13,5 km a sudeste de Al Aziziya", declarou a porta-voz adjunta da Otan, Carmen Romero.
Al Aziziyah, no noroeste da Líbia, fica a 50 km a sudoeste de Trípoli. Mais cedo, a agência oficial líbia Jana já haavia informado que as forças da Otan haviam efetuado vários ataques aéreos contra Misrata, Al Aziziya e Sirte, a cidade natal do ditador líbio Muammar Gaddafi, que fica a 600 km a leste de Trípoli.
Anteriormente, duas fortes explosões de origem desconhecida atingiram a capital líbia, Trípoli, segundo vários jornalistas da France Presse. Moradores da região também disseram ter ouvido aviões sobrevoando a capital antes das explosões.
Segundo uma testemunha, aparentemente as explosões ocorreram na região do aeroporto, onde Gaddafi possui campos militares e forças que cercam a capital.
Opositores pedem mais ações militares da Otan, enquanto no Catar ocorre uma reunião para discutir a crise líbia, da qual participam líderes rebeldes.
Mohamed Ismail Tajouri, 54, que se uniu aos rebeldes em Benghazi, disse que o fato de haver uma delegação rebelde no Catar ajuda no reconhecimento internacional.
"Estamos orgulhosos disso", disse ele à Associated Press. "Esse evento político é muito bom para os rebeldes, mas o regime de Gaddafi não é comum. Ele é uma criatura violenta, não vai sair enquanto não houver derramamento de sangue", afirmou.
Forças leais a Gaddafi lançaram foguetes na costa leste e cercaram a cidade de Misrata nos últimos dias. Organizações internacionais alertam para uma crise humanitária em Misrata, a terceira maior cidade da Líbia e a única da região oeste que está sob comando rebelde.
IMPASSE
Até agora, os ataques da Otan contra a Líbia não conseguiram reverter a vantagem bélica do regime de Gaddafi contra os rebeldes.
Para mudar esse equilíbrio de forças, o ministro britânico do Exterior, William Hague, um dos coordenadores da reunião, pediu que outros países, inclusive árabes, forneçam aeronaves para incrementar os ataques aéreos da Otan.
Ele negou que o conflito na Líbia tenha chegado a um "impasse militar" entre as forças dos dois lados, e disse que a aliança internacional endurecerá os ataques se o regime líbio aumentar a violência contra áreas civis.
"Na última semana, disponibilizamos forças adicionais e pedimos que outros países façam o mesmo", disse William Hague, durante o voo para o Qatar.
Hague acrescentou que as ações da aliança dependem "fundamentalmente do comportamento do regime".
"O que no momento pode parecer um impasse militar não é um impasse no mundo da diplomacia e das sanções, para o isolamento do regime e, espero, o reconhecimento de que talvez o regime não tenha futuro no longo prazo", sustentou.
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