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Presidente grego faz apelo por consenso político diante de crise
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DA EFE, EM ATENAS
O presidente grego, Carolos Papoulias, fez um apelo nesta sexta-feira aos líderes dos cinco partidos com representação no Parlamento do país para que busquem o consenso para enfrentar a profunda crise econômica, que continua ameaçando quebrar a Grécia um ano depois do enorme resgate financeiro.
"É necessário assumir medidas que garantam o apoio social e a proteção das camadas de baixa renda", disse Papoulias em reunião extraordinária realizada em Atenas com os líderes políticos e alguns ministros, segundo fontes do governo citadas pela agência grega ANA.
O encontro também tem como objetivo obter apoio político para implementar um novo e severo programa de cortes, aumentos de impostos e privatizações adotado pelo governo do socialista Giorgos Papandreou, depois que este não conseguiu o apoio da oposição parlamentar ao impopular pacote.
Assim, pouco após a abertura da sessão no palácio presidencial, o chefe de Estado ressaltou "a necessidade imediata de uma coesão de parte dos líderes de partidos para enfrentar a crise de forma mais efetiva".
A reunião tem caráter de máxima importância pelo fato de a Grécia estar sob risco de não poder arcar com o pagamento de suas obrigações estatais caso seja interrompido o fluxo de empréstimos por parte de seus sócios da zona do euro e do FMI (Fundo Monetário Internacional), acertado em 2010 por um período de três anos e condicionado a severas reformas e controle de gastos do Estado.
Espera-se ainda que nesta reunião o ministro das Finanças grego, Giorgos Papaconstantinou, e o titular de Relações Exteriores, Dimitris Drutsas, apresentem relatórios sobre a situação do país.
O pacote adicional, com medidas para poupar 28 bilhões de euros até 2015 e privatizações para obter outros 50 bilhões de euros no mesmo período, gerou uma forte onda de protestos, visto que implicará em novas demissões e mais redução do poder aquisitivo dos cidadãos.
Diante dos fortes protestos e da falta de apoio da oposição, crescem as pressões externas para que os políticos busquem a coesão social, pois, caso contrário, teme-se que Atenas não consiga convencer os mercados de sua capacidade de realizar o esforço requerido para que possa finalmente financiar sua enorme dívida.
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