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Atentado suicida com carro-bomba deixa 30 feridos na Argélia
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DA EFE
Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas neste domingo em um atentado suicida com um carro-bomba lançado contra uma delegacia da cidade de Tizi Ouzou, a capital da Cabília argelina, segundo informaram moradores da localidade.
O atentado aconteceu às 4h (0h de Brasília), minutos antes da primeira oração muçulmana do dia, e a explosão causou grandes danos no centro da cidade, situada a 100 km ao leste de Argel.
"A explosão foi muito forte e pôde ser escutada a vários quilômetros. Causou pânico entre os moradores do centro da cidade que foram para as ruas e presenciaram cenas de caos", explicou Mokrane, um morador de Tizi Ouzou contatado por telefone de Argel.
Segundo as primeiras informações, o autor do atentado circulava com um 4x4 carregado de explosivos e jogou o veículo contra a entrada da delegacia antes de ativar a carga.
Dez policiais e 20 civis ficaram feridos e várias casas nas imediações ficaram danificadas.
O conhecido "Edifício azul", no centro da cidade e sede regional dos jornais "Liberté", "Le Soir" e "L'Expression", sofreram grandes danos assim como os veículos estacionados no exterior.
Minutos depois da explosão, os diversos corpos de segurança chegaram ao lugar e montaram um cordão de isolamento no perímetro onde detiveram várias pessoas que se aproximaram do lugar para presenciar a cena do atentado.
Várias ambulâncias foram igualmente mobilizadas para levar os feridos para o hospital Mohammed Nedir.
Este o primeiro atentado destas características na Argélia desde o começo do mês sagrado muçulmano do Ramadã e, embora por enquanto não tenha sido reivindicado, tem todos os indícios de ser obra da organização terrorista Al Qaeda para o Magrebe Islâmico (AQMI), cujos membros são particularmente ativos na Cabília argelina.
"Não há nenhuma dúvida, este atentado é obra da Al Qaeda: o modo de operar, o alvo, a violência, tudo indica que foi esta organização que planejou e executou esta ação", explicou à Efe uma fonte próxima aos serviços de segurança argelinos.
Este grupo comandado por Abdelmalek Droukdel, conhecido como Abu Mossab Abdelwadoud, começou seu ciclo de atentados suicidas na Argélia em abril de 2007 com ataques que tinham como alvo o palácio do governador e as dependências dos serviços da luta contra o terrorismo.
Duas dezenas de atentados deste tipo perpetrados em diferentes regiões do país causaram centenas de mortos e feridos, entre eles o anterior ataque contra uma delegacia em Tizi Ouzou em 2008, no qual outro suicida fez dezenas de vítimas.
O último atentado similar ocorrido na Argélia foi em 16 de julho quando um policial e um funcionário municipal morreram em atentados suicidas contra a sede da Polícia local da localidade de Bordj Menaiel, a 70 quilômetros a leste de Argel.
Outras 15 pessoas ficaram feridas, entre elas seis civis, sete policiais e um gendarme.
Esse atentado ocorreu dois dias depois do ataque na localidade de Baghlia, a oeste de Bordj Menaiel, e no qual morreram dois militares e outros seis ficaram feridos.
Quatro dias mais tarde, a AQMI reivindicou o atentado mediante um comunicado divulgado através de uma página islamita na internet, no qual identificou os autores como Hamza Abu Omar e Abu Muad Sharhabil.
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