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24/09/2011 - 14h53

Visita do iraniano Ahmadinejad à Venezuela é adiada

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DA REUTERS

A Venezuela e o Irã adiaram a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a Caracas, até que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, recupere-se da quarta sessão de quimioterapia.

Carlos Garcia Rawlins-17.set.2011/Reuters
Chávez em cerimônia de boas-vindas a Evo Morales
Chávez em cerimônia de boas-vindas a Evo Morales

Chávez voltou na quinta-feira (23) de Cuba, onde se submeteu à quarta sessão de quimioterapia. Em junho, ele foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor na pélvis.

O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Nicolas Maduro, disse que Chávez e Ahmadinejad --aliados no sentimento contra os EUA-- irão marcar outra data para o encontro.

"Iremos aguardar a recuperação completa da saúde do presidente Hugo Chávez e assim, nas próximas semanas, ou nos próximos meses, teremos aqui nosso querido irmão presidente Mahmoud Ahmadinejad vendo as realizações dos projetos nos quais estamos chegando a acordos", disse Maduro ontem à noite.

Oficiais dos dois países assinaram ontem acordos de cooperação em manufatura, energia, construção e agricultura durante negociações em Caracas.

Emmanuel Dunand/France Presse
Ahmadinejad chega a encontro com Ban Ki-moon
Ahmadinejad chega a encontro com Ban Ki-moon

As relações próximas entre Chávez e Ahmadinejad exacerbaram as tensões entre Caracas e Washington.

O venezuelano e o iraniano, que estava nos EUA para o encontro da Assembleia-Geral da ONU, desenvolveram relações próximas politicamente e comercialmente. As empresas dos dois países são aliadas na Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

Em maio, os EUA impuseram sanções a PDVSA (estatal venezuelana de petróleo) por ter mandado ao Irão dois navios com petróleo, descumprindo o embargo dos EUA ao Irã.

Obama é pressionado por conservadores americanos para impor medidas mais duras à Venezuela, caso ela continue a ignorar as rescrições destinadas a limitar o programa nuclear iraniano.

Chávez, por sua vez, acusa frequentemente os políticos da direita americana de demonizar os oponentes ideológicos --incluindo o Irã e a Venezuela-- como pretexto para agressões, incluindo possíveis invasões.

 

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