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Visita do iraniano Ahmadinejad à Venezuela é adiada
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DA REUTERS
A Venezuela e o Irã adiaram a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a Caracas, até que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, recupere-se da quarta sessão de quimioterapia.
| Carlos Garcia Rawlins-17.set.2011/Reuters |
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| Chávez em cerimônia de boas-vindas a Evo Morales |
Chávez voltou na quinta-feira (23) de Cuba, onde se submeteu à quarta sessão de quimioterapia. Em junho, ele foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor na pélvis.
O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Nicolas Maduro, disse que Chávez e Ahmadinejad --aliados no sentimento contra os EUA-- irão marcar outra data para o encontro.
"Iremos aguardar a recuperação completa da saúde do presidente Hugo Chávez e assim, nas próximas semanas, ou nos próximos meses, teremos aqui nosso querido irmão presidente Mahmoud Ahmadinejad vendo as realizações dos projetos nos quais estamos chegando a acordos", disse Maduro ontem à noite.
Oficiais dos dois países assinaram ontem acordos de cooperação em manufatura, energia, construção e agricultura durante negociações em Caracas.
| Emmanuel Dunand/France Presse |
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| Ahmadinejad chega a encontro com Ban Ki-moon |
As relações próximas entre Chávez e Ahmadinejad exacerbaram as tensões entre Caracas e Washington.
O venezuelano e o iraniano, que estava nos EUA para o encontro da Assembleia-Geral da ONU, desenvolveram relações próximas politicamente e comercialmente. As empresas dos dois países são aliadas na Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
Em maio, os EUA impuseram sanções a PDVSA (estatal venezuelana de petróleo) por ter mandado ao Irão dois navios com petróleo, descumprindo o embargo dos EUA ao Irã.
Obama é pressionado por conservadores americanos para impor medidas mais duras à Venezuela, caso ela continue a ignorar as rescrições destinadas a limitar o programa nuclear iraniano.
Chávez, por sua vez, acusa frequentemente os políticos da direita americana de demonizar os oponentes ideológicos --incluindo o Irã e a Venezuela-- como pretexto para agressões, incluindo possíveis invasões.
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