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Partidários de Assad jogam pedras em diplomatas dos EUA na Síria
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DA REUTERS, EM AMÃ
Partidários do ditador sírio, Bashar al Assad, atiraram pedras e tomates contra diplomatas dos Estados Unidos que visitavam um líder da oposição em Damasco nesta quinta-feira, segundo testemunhas e fontes diplomáticas.
"Dois carros da embaixada foram danificados. A delegação dos EUA continua lá, e a multidão está cercando o prédio", disse uma testemunha. "Eles estão gritando 'Abu Hafez' (pai de Hafez, um apelido para Assad)".
Pessoas presentes no local disseram que o embaixador Robert Ford e outros diplomatas americanos foram visitar Hassan Abdelazim, um político de centro que se mostra disposto a negociar com Assad desde que o regime pare de reprimir com violência as manifestações pró-democracia iniciadas há seis meses.
A Síria acusa os EUA de estimularem a violência contra as suas forças de segurança, e diz que vai reprimir qualquer tentativa de interferência nos seus assuntos domésticos.
"Declarações recentes de funcionários do governo norte-americano... indicam claramente que os Estados Unidos estão envolvidos em estimular grupos armados a praticarem a violência contra o Exército Árabe Sírio", disse nota da chancelaria de Damasco. O Departamento de Estado dos EUA não se manifestou sobre a acusação.
ATAQUES
Foi o segundo ataque a diplomatas dos EUA na Síria neste ano. Em julho, depois de uma visita de Ford à cidade de Hama, reduto do movimento pró-democracia, partidários de Assad atacaram a embaixada dos EUA em Damasco.
Ford tem irritado o regime sírio por sua proximidade com os manifestantes, que o aplaudiram na visita de julho a Hama. Ele também já foi a uma cidade da província de Deraa (sul) onde há protestos regulares, ignorando a proibição do governo para que diplomatas ocidentais saiam de Damasco e arredores.
Nos últimos anos, os EUA vinham buscando uma aproximação com Assad, na esperança de convencê-lo a reduzir sua aliança com o Irã e seu apoio a grupos militantes da região. Em janeiro, o governo Obama enviou Ford para chefiar a embaixada, encerrando um vácuo diplomático quer perdurava desde 2005.
As relações entre Washington e Damasco voltaram a piorar desde que a rebelião começou, e Assad ignorou os apelos internacionais contra a repressão.
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