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Chávez diz que recuperação vai bem e desmente piora na saúde
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DA FRANCE PRESSE, EM CARACAS
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta quinta-feira que sua recuperação "vai bem" e desmentiu rumores sobre uma deterioração de seu estado de saúde, após receber o quarto ciclo de quimioterapia. A afirmação foi feita um dia depois de o jornal "Nuevo Herald", de Miami, publicar que ele havia sido internado de emergência.
"Estou bem, estou no processo de recuperação de todos os dias, é preciso muita disciplina para isso e tenho. Estou bem, apesar de ficar sabendo durante a noite (...) que seguem lançando rumores, eu peço aos venezuelanos que não acreditem nos rumores", disse Chávez por telefone ao canal estatal VTV.
"Eu seria o primeiro de todos os venezuelanos a sair para dizer ou explicar qualquer dificuldade no processo, não ocorreu nada além do normal após uma fase de tratamento duro", acrescentou o presidente, que também afirmou que as mensagens que dizem que está em estado grave "buscam gerar incerteza".
O jornal americano "Nuevo Herald" publicou na quarta-feira à noite, citando fontes anônimas, que Chávez teria sido internado na manhã de terça-feira no Hospital Militar de Caracas, "em um estado geral comprometido".
Já o presidente venezuelano, que há uma semana voltou à Venezuela após se submeter em Cuba a um quarto ciclo de quimioterapia contra o câncer, disse nesta quinta-feira que se encontra trabalhando, embora "a meia velocidade", para poder cumprir com seu tratamento.
O presidente, que é o único autorizado a informar sobre sua saúde, não revelou que tipo de câncer foi detectado, o que alimentou uma infinidade de especulações.
O líder venezuelano, de 57 anos, foi operado no dia 20 de junho de um tumor maligno em Cuba, onde também recebeu em julho e agosto os dois primeiros ciclos de quimioterapia. O terceiro ciclo do tratamento foi aplicado no Hospital Militar de Caracas.
Chávez, no poder desde 1999, afirmou que irá se candidatar a um terceiro mandato de seis anos nas eleições presidenciais de outubro de 2012. "Em poucos dias, poucas semanas, começarão a me ver como muitos querem, no partido, trabalhando", acrescentou o presidente venezuelano.
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