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Ambientalistas protestam contra nova central nuclear na Argentina
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DA ANSA, EM BUENOS AIRES
A inauguração da central nuclear Atucha II, na Argentina, aconteceu sob protestos de grupos ambientalistas que repudiam a construção em um momento que, afirmam eles, o mundo questiona a utilização dessa fonte energética depois da tragédia em Fukushima, no Japão.
A usina, construída em Partido de Zárate, acrescentará 700 megawatts de energia ao sistema elétrico argentino e dependerá principalmente de combustíveis fósseis.
O coordenador da campanha de clima e energia do Greenpeace na Argentina, Ernesto Boerio, disse que "apostar na energia nuclear meses depois da tragédia em Fukushima é uma verdadeira irresponsabilidade do ponto de vista ambiental".
Boerio afirmou que, no plano econômico, desde o início das obras, em 2006, até sua inauguração foram investidos cerca de US$ 2,5 bilhões na construção e que, com essa soma, o país teria hoje "uma vez e meia a potência atual de Atucha II em parques eólicos".
Por sua vez, a Fundação Ambiente e Recursos Naturais (FARN) afirmou que a Argentina precisa "repensar seu custoso programa nuclear com base em debates amplos e consultas públicas".
Já a organização eco-política Los Verdes apresentou na quarta-feira (28) um projeto de lei na Câmara dos Deputados que pede o fechamento de todas as plantas atômicas do país até 2020 e a adoção de uma meta de 25% de geração de energia baseada no uso de fontes renováveis durante o mesmo período.
"A inauguração de Atucha II é uma mostra de um projeto energético insustentável. A energia nuclear é uma tecnologia obsoleta que podemos evitar se for adotada a decisão de apostar nas energias renováveis", explicaram os porta-vozes de Los Verdes.
A presidente Cristina Kirchner, que participou da cerimônia de inauguração da usina, declarou que o país "é líder no uso pacífico de energia nuclear". "A energia argentina nunca foi usada para destruir vidas, somos gente pacífica e líderes da distribuição", destacou.
Em 11 de março, um terremoto seguido de um tsunami causou danos à usina nuclear de Fukushima, no Japão, e desencadeou a pior tragédia nuclear desde a registrada em Chernobyl, em 1986.
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