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29/09/2011 - 18h19

Em Brasília, presidente Dilma recebe chanceler de Cuba

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ANA FLOR
DE BRASÍLIA

Mesmo fora da programação oficial, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrila, foi recebido na manhã desta quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff.

Ele participou da audiência da presidente com o ministro de Relações Exteriores Antonio Patriota. Também esteve no encontro o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia. Eles conversaram por cerca de 30 minutos.

Rodríguez fez um relato do programa de reformas cubano e agradeceu a cooperação do governo brasileiro.

Ele também fez um relato dos trabalhos de construção e investimentos no porto de Mariel, que deve se transformar no principal de Cuba e cujas obras contam com financiamento brasileiro.

CUBA X EUA

Já durante a visita ao Brasil, na quarta-feira, Parrilla criticou a declaração do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a disposição norte-americana em suspender o embargo à Cuba --desde que o país adote medidas políticas e sociais.

"O presidente Obama, entre as duas ou três guerras que está envolvido, [como por exemplo] na situação de crise da economia doméstica e ante à voracidade da ala direita do Partido Republicano, evidentemente não tem tempo de saber o que ocorre em Cuba, incluindo o que quer o governo norte-americano em relação a Cuba", ironizou o chanceler após encontro com o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota.

Durante a reunião, o chanceler de Cuba afirmou que esperava uma atitude mais favorável da parte de Obama.

David Karp/Associated Press
O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, discursa à 66ª Assembleia Gerdal da ONU, na segunda (26)
O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, discursa à 66ª Assembleia Gerdal da ONU, na segunda (26)

Parrilla afirmou ainda que as declarações do presidente norte-americano são "velhas e repetitivas" e que "há sempre um abismo" entre o discurso do democrata e a realidade.

Nesta quarta-feira, Barack Obama disse que não quer se manter "preso à mentalidade da Guerra Fria", mas cobrou ações do governo cubano como a libertação de prisioneiros políticos e garantias aos direitos humanos fundamentais.

 

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