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30/09/2011 - 08h31

Líder político sul-coreano visita complexo industrial na Coreia do Norte

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DA EFE, EM SEUL

O chefe do governante Grande Partido Nacional (GNP) da Coreia do Sul, Hong Joon-pyo, cruzou nesta sexta-feira a fronteira com a Coreia do Norte para uma incomum visita de um dia ao complexo industrial conjunto de Kaesong, em uma tentativa de retomar as estagnadas relações intercoreanas.

"Sou o primeiro chefe do Grande Partido Nacional a visitar o complexo de Kaesong. É uma visita de trabalho, mas é uma obrigação dos políticos superar a estagnação das relações intercoreanas", ressaltou Hong à agência local "Yonhap" antes de atravessar a fronteira.

Reuters
Hong Joon-pyo (à esq.),chefe do Grande Partido Nacional, visita complexo industrial na Coreia do Norte
Hong Joon-pyo (à esq.),chefe do Grande Partido Nacional, visita complexo industrial na Coreia do Norte

O político tinha pedido em reiteradas ocasiões uma mudança de rumo nas tensas relações entre os dois países e esta semana anunciou sua intenção de visitar este centro industrial, símbolo de aproximação entre as duas Coreias.

No complexo de Kaesong, criado em 2000 após a primeira cúpula entre líderes das duas Coreias, trabalham 46 mil norte-coreanos em 120 empresas sul-coreanas, que produzem principalmente roupa, utensílios e relógios e representam uma importante fonte de renda para Pyongyang.

Recentemente, Hong propôs um projeto comum para ajudar o setor agrícola da Coreia do Norte, que passa por um momento de profunda crise econômica que agrava as crises de fome cíclicas, informou a agência "Yonhap".

MANTIMENTOS

A visita de Hong acontece de forma paralela à de 15 funcionários sul-coreanos a esse mesmo lugar para entregar um envio privado de ajuda consistente em 250 toneladas de farinha e provisões médicas para as crianças da Coreia do Norte, acrescentou a agência sul-coreana.

No ano passado, as relações entre as duas nações passaram por um de seus piores momentos depois do afundamento, em março, da corveta sul-coreana Cheonan, do que Seul acusa Pyongyang, e com o bombardeio norte-coreano da ilha de Yeonpyeong em novembro.

Os ataques, pelos quais Pyongyang rejeita desculpar-se apesar das reivindicações de Seul, causaram a morte de 48 militares e dois civis norte-coreanos.

A viagem de Hong acontece em um momento no qual as duas Coreias reiniciaram seus contatos bilaterais para aparar as arestas e estabelecer as bases para a reabertura do diálogo de seis lados junto com Estados Unidos, China, Japão e Rússia, estagnado desde 2008.

 

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