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30/09/2011 - 08h42

Imprensa pró-Gaddafi nega captura de porta-voz do antigo regime

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DA FRANCE PRESSE, EM TRÍPOLI
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O porta-voz do antigo regime de Muammar Gaddafi, Musa Ibrahim, não foi capturado como anunciaram na quinta-feira os comandantes do Conselho Nacional de Transição (CNT), informa um site de notícias ligado ao antigo homem forte do país.

"Musa Ibrahim não foi detido, se trata de um boato falso que pretende desviar a atenção dos movimentos dos rebeldes e de seu fracasso diante da força dos heróis de Sirte", indica o site do canal de TV Allibiya, que saiu do ar após a queda de Trípoli em agosto.

Ahmad Al-Rubaye/France Presse
Rebeldes líbios são vistos na região de Sirte; imprensa pró-Gaddafi nega captura de porta-voz do antigo regime
Rebeldes líbios são vistos na região de Sirte; imprensa pró-Gaddafi nega captura de porta-voz do antigo regime

Na quinta-feira, o comandante Mustafa ben Dardef, da brigada de Zenten, vinculada às novas autoridades do CNT, anunciou que os combatentes de Misrata haviam capturado Musa Ibrahim.

A informação também foi divulgada por outro comandante, Mohamed al Marimi, que no entanto não confirmou o boato de que Ibrahim estaria vestido de mulher.

Musa Ibrahim era considerado foragido desde que o CNT assumiu o controle do quartel-general de Gaddafi.

Os combatentes de Misrata, cidade ao oeste de Sirte, participam no ataque iniciado há duas semanas pelo CNT contra Sirte, um dos últimos redutos do antigo regime, que opõe uma forte resistência ao novo governo.

Ontem, as forças rebeldes retomaram o aeroporto de Sirte, após duas semanas. Os partidários de Gaddafi usaram fogo de artilharia, foguetes e atiradores para combater duas grandes incursões do CNT sobre a cidade na semana passada.

Civis têm fugido de Sirte, que enfrenta ainda ataque aéreo da Otan, a aliança militar do Ocidente, e os rebeldes pediram que a ONU ajude a retirar os feridos.

As agências de ajuda humanitária advertiram na quarta-feira (28) que Sirte está perto de um desastre humanitário, em meio ao aumento das mortes e da redução dos suprimentos de água, eletricidade e de alimentos.

 

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