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30/09/2011 - 11h48

Saiba mais sobre Anwar al Awlaqi, clérigo ligado à Al Qaeda morto no Iêmen

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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Considerado uma "ameaça tão grande quanto Osama bin Laden", o clérigo radical Anwar al Awlaqi era ligado à rede terrorista Al Qaeda e procurado pelos Estados Unidos por participação e incitação a atentados terroristas. Sua morte foi anunciada nesta sexta-feira pelo ministério da Defesa do Iêmen.

Iêmen anuncia morte do líder da Al Qaeda na Península Arábica

Al Awlaqi era conhecido por seus discursos na internet, em que dizia que, para matar americanos, não era preciso "consultar ninguém". Há centenas de vídeos dele na web, nos quais dá sermões em árabe e inglês.

Considerado ultrarradical pelos EUA, Al Awlaqi fazia pregações convocando militantes e simpatizantes a participar de uma guerra santa contra o país. Em algumas das gravações, ele prega sobre os benefícios de se morrer em nome da religião.

Casado e pai de cinco crianças, ele vinha de uma família abastada. Seu pai, Nasser al-Awlaqui, foi ministro da Agricultura e reitor da Universidade de Sanaa.

Filho de pais iemenitas, mas nascido em 1971 no Estado americano do Novo México, o imã tinha dupla nacionalidade. Em 1978, sua família retornou ao Iêmen, onde cursou o ensino médio. Em seguida, voltou aos Estados Unidos para entrar na universidade.

Com diploma de Engenharia Civil pela Universidade estatal do Colorado, também fez um mestrado de magistério em San Diego.

Muhammad ud-Deen/Associated Press
O imã Anwar al Awlaki, cuja morte foi anunciada nesta sexta-feira pelo Ministério da Defesa do Iêmen
O imã Anwar al Awlaki, cuja morte foi anunciada nesta sexta-feira pelo Ministério da Defesa do Iêmen

Ele pregou em mesquitas de vários Estados americanos e trabalhou para uma organização de caridade patrocinada pelo imã iemenita radical Abdel Majid Zendani, acusado pelos Estados Unidos de estar vinculado a grupos "terroristas".

Em 2006 regressou ao Iêmen, onde passou vários meses na prisão por seu envolvimento no sequestro do filho de uma família rica iemenita e no pedido de um resgate "para financiar a Al Qaeda".

Foi libertado em 2008 graças à intervenção de autoridades iemenitas com a condição de que não saísse de Sanaa e se apresentasse diariamente na delegacia. Mas após alguns meses se dirigiu à região de Shabwa.

As autoridades iemenitas o procuravam ativamente e, em 2010, a administração de Barack Obama autorizou sua eliminação, segundo informou uma autoridade antiterrorista americana à agência de notícias France Presse.

Uma autoridade americana revelou recentemente que Awlaqi foi convidado a almoçar no Pentágono após o dia 11 de setembro de 2001, como parte de uma iniciativa do secretário de Defesa da época, Donald Rumsfeld, de estabelecer contatos com a comunidade muçulmana moderada após os atentados deste ano.

TERRORISMO

Al Awlaqi era acusado de envolvimento no ataque que deixou 13 mortos e 42 feridos no dia 5 de novembro de 2009 em Fort Hood (Texas), porque se correspondia pela internet com o suposto autor do ataque, o psiquiatra militar de origem palestina Nidal Hassan.

Em um vídeo postado na internet em maio de 2010, o imã convocava os soldados americanos de religião muçulmana "a seguir o exemplo de Nidal Hassan, que matou soldados que partiam em direção ao Afeganistão e ao Iraque".

Também foi relacionado ao atentado frustrado que o nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab tentou praticar em um avião americano que voava de Amsterdã a Detroit no Natal de 2009.

 

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