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Amanda Knox matou colega de quarto "sem motivo", diz promotoria
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DA REUTERS
Promotores italianos disseram nesta sexta-feira que a estudante americana Amanda Knox --acusada de matar a britânica Meredith Kercher, com quem ela dividia apartamento, durante uma noitada embalada por sexo e drogas-- cometeu o crime "sem motivo" e defenderam a prisão perpétua para a ré.
"Eles eram jovens, mas mataram sem razão", disse a promotora Manuela Comodi. "Por terem matado sem motivo, merecem a pena máxima, que na Itália é a prisão perpétua."
| Pier Paolo Cito/Associated Press | ||
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| Amanda Knox é acompanhada ao sair da corte em Perugia; veredicto deve sair na segunda-feira |
Em suas considerações finais, promotores descreveram Knox como uma "assassina fria" que matou Kercher durante um jogo sexual.
A americana, que já foi condenada a 26 anos de prisão, e seu namorado italiano --que pegou 25 anos-- apelam da decisão. Kercher, foi encontrada morta seminua, com ferimentos no corpo, no quarto da casa que dividia com Knox em Perugia, na região da Umbria, em 2007.
O veredicto do caso, que atraiu grande atenção da mídia internacional, deve sair na segunda-feira (3). Se ambos forem considerados inocentes, serão libertados. Caso a condenação seja mantida, Knox ainda poderá apelar mais uma vez.
Knox e Sollecito negam a participação no crime e dizem que passaram a noite do assassinato no apartamento do italiano.
Rudy Guede, cidadão da Costa do Marfim com antecedentes criminais, também foi condenado no caso e cumpre pena. Ele também se declarou inocente.
FAMÍLIA DA VÍTIMA
A mãe e a irmã de Kercher devem estar presentes na audiência de segunda-feira, quando o veredicto será anunciado. A britânica, que estudava na Universidade de Leeds, fazia intercâmbio de um ano em Perugia.
O pai de Sollecito disse à Reuters que o jovem, que começou a namorar Knox uma semana antes do assassinato, está "muito assustado" mas "esperançoso".
Os pais de Knox também dizem que a filha está bastante nervosa com a expectativa da decisão.
"Ela está muito tensa, tem perdido peso, não consegue comer nem dormir", disse a mãe da americana, Edda Mellas.
"Essas pessoas têm a vida dela em suas mãos, já se passaram quatro anos. Mas ela sairá de lá e ficará bem".
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