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30/09/2011 - 14h20

Procuradoria de Bari recebe investigação sobre extorsão a Berlusconi

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DA ANSA, EM BARI

A Procuradoria de Bari, na Itália, recebeu nesta sexta-feira os atos da investigação contra o empresário Gianpaolo Tarantini, acusado de extorquir o premiê Silvio Berlusconi, que antes tramitavam na Procuradoria de Roma.

As investigações foram delegadas ao procurador-adjunto Pasquale Drago, que já anunciou que não divulgará nenhuma informação sobre os documentos dos interrogatórios, os quais coordenará pessoalmente.

Drago, que é suplente, foi nomeado hoje pelo procurador-geral junto à Corte de Apelações de Bari, Antonio Pizzi, no lugar do procurador oficial Antonio Laudati, que está sendo investigado pela Procuradoria de Lecce e declarou ausência.

O inquérito sobre o caso de extorsão foi iniciado na Procuradoria de Nápoles e transferido para Roma no último dia 20 sob ordem da juíza para investigações preliminares da região, Amália Primavera.

A segunda transferência de jurisdição do caso marca mais uma etapa do processo segundo o qual o empresário Tarantini teria recebido 500 mil euros de Berlusconi para não citá-lo em um processo sobre prostituição, caso que já estava sendo investigado pela Procuradoria de Bari.

Os procuradores de Lecce, porém, abriram uma investigação para apurar uma suspeita de que a magistratura de Bari teria favorecido Tarantini nos interrogatórios, uma vez que o processo foi aberto há mais de dois anos.

O primeiro-ministro, por sua vez, já declarou que não foi vítima de extorsão e que "ajudou uma pessoa" que estava "em graves dificuldades econômicas".

 

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