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Após "Nesat", tufão Nalgae leva mais chuvas às Filipinas
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DA EFE
O tufão Nalgae chegou neste sábado às Filipinas com ventos sustentados de 160 km/h, enquanto o país segue em situação de emergência pela passagem de "Nesat", que deixou pelo menos 50 mortos, indicaram fontes oficiais.
Segundo o serviço de meteorologia filipino (Pagasa), o olho do tufão Nalgae tocou a terra às 9h locais (22h de Brasília), com rajadas de vento de até 195 km/h na província de Isabela (nordeste), a mesma zona pela qual "Nesat" entrou na última terça-feira.
Segundo a Pagasa, "Nalgae", com 500 quilômetros de largura, segue a mesma trajetória de "Nesat", o que pode complicar ainda mais a situação das cerca de 1 milhão de pessoas desabrigadas pelas inundações na ilha de Luzon.
As autoridades começaram a evacuar milhares de pessoas no norte do país e ordenaram a interrupção da energia elétrica em algumas províncias para prevenir acidentes.
Nos últimos dias, as equipes de salvamento usaram barcos para resgatar os residentes que haviam se refugiado das inundações nos telhados de suas casas.
Apesar de "Nesat" ter abandonado o país na quarta-feira, em algumas zonas as inundações pioraram porque as represas da ilha de Luzon estão há dias liberando água para evitar transbordamentos diante da chegada de novos temporais.
O último boletim do Centro de Prevenção de Desastres elevou a 50 o número de vítimas de "Nesat", enquanto 31 pessoas continuam desaparecidas e 180 mil pessoas são atendidas nos abrigos disponibilizados pelo Governo.
Além do desastre humanitário, a chegada de "Nalgae" multiplicará os danos à infraestrutura e à agricultura, avaliados em 5,976 bilhões de pesos (US$ 136,7 milhões) após o primeiro tufão.
As previsões meteorológicas indicaram que "Nalgae" provocará chuvas de intensidade parecida às de "Nesat".
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