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Oposição síria negocia união ao conselho rebelde em Istambul
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DA FRANCE PRESSE
O CNS (Conselho Nacional Sírio), que tenta estruturar o movimento de contestação ao regime do ditador Bashar Assad, realiza neste sábado negociações a portas fechadas em Istambul com correntes opositoras para tentar uni-las, segundo fontes rebeldes.
"Há vários dias estamos conversando com Burhan Ghaliun. Há também curdos e representantes das tribos", declarou Halit Hoca, um dos membros do CNS.
Burhan Ghaliun, universitário em Paris e opositor de longa data, foi designado recentemente para a liderança de outra estrutura da oposição, o CNT (Conselho Nacional de Transição) sírio, que conta com opositores islamitas e nacionalistas.
O CNS, a coalizão mais ampla e mais representativa da oposição síria, foi fundada no final de agosto em Istambul. Ela é integrada por 140 personalidades, metade das quais vive na Síria.
Os membros que atualmente estão fora da Síria são os que participarão na reunião de Istambul, durante a qual serão eleitos o presidente do CNS e os chefes de diferentes comissões.
Segundo seu porta-voz Bassma Kodmani, o conselho espera também contar com o apoio dos Irmãos Muçulmanos, una poderosa formação islamita criada há muito tempo na Síria, e da Declaração de Damasco, uma plataforma de reivindicações democráticas nascida em 2005.
No dia 21 de setembro, a oposição síria deu um importante passo para sua unificação depois do apelo da oposição no país, federada dentro dos LCC (Comitês Locais pela Coordenação), pedindo a união dessas correntes no Conselho Nacional Sírio. A formação do CNS foi saudada por Washington e Paris.
Segundo fontes diplomáticas em Damasco, o aumento do poder do CNS pode suscitar um acordo entre americanos, turcos e Irmãos Muçulmanos e unir as três principais tendências: "nacionalistas", "liberais", "islamitas".
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