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Exército sírio controla cidade rebelde e mais 30 morrem
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DE SÃO PAULO
DA REUTERS
O Exército da Síria controla a maior parte da cidade de Rastan, centro de conflitos nos últimos cinco dias contra rebeldes desertores das Forças Armadas do país. A informação é de um ativista britânico neste sábado.
Rami Abdel-Rahman, chefe do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, informou que o Exército controla cerca de 80% da cidade depois que 250 tanques foram enviados a região de Rastan na sexta-feira.
Segundo ele, a comunicação com a pequena cidade de 40 mil habitantes, 180 km distante de Damasco, estava comprometida. Mas, de acordo com o ativista, um morador que conseguiu fugir da cidade disse ter sido forte a troca de tiros durante a noite.
De acordo com informações da rede Al Jazeera, os confrontos na região dificultavam a chegada de ajuda aos civis. "As pessoas seriamente feridas em Rastan não conseguem receber tratamento médico por causa das contínuas operações militares", afirmou o observatório.
A cidade tem registrado um prolongado confronto armado entre rebeldes e soldados leis ao ditador sírio Bashar Assad. De acordo com a ONU, 2.700 pessoas foram mortas com ataques das forças leais a Assad. O governo da Síria afirma que 700 policiais e soldados morreram no conflito.
MORTES DE CIVIS
Ativistas afirmaram também que as forças de seguranças do regime reprimiram novos protestos, matando ao menos 30 pessoas desde sexta-feira, enquanto milhares saíram às ruas para pedir que Assad deixe o poder. Há relatos ainda de confrontos entre as próprias tropas, já que está cada vez mais comum haver dissidências de soldados.
Manifestações foram vistas nos subúrbios de Damasco, capital síria, e nas províncias de Deraa, Idlib, Hama e diversas outras cidades.
"Na área onde estou agora [em Damasco], um protesto começou e logo foi atacado pelas forças de segurança. O ataque incluía bastões, cassetetes, bombas de gás lacrimogêneo e munição real que era atirada", disse à Al Jazeera um ativista da oposição.
"Ao menos uma pessoa ficou ferida. Mais tarde, pudemos ver confrontos entre soldados [desertores] e forças de segurança", afirmou.
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