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01/10/2011 - 15h31

Acordo sobre Grécia deve continuar, defende executivo de banco

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DA REUTERS

Mudar os termos do acordo sobre participação do setor privado no resgate à Grécia alcançados em julho pode custar o apoio de investidores, afirmou o presidente-executivo do Deutsche Bank em uma entrevista publicada neste sábado.

"Se nós reabrirmos o acordo voluntário de 21 de julho, nós não apenas vamos perder um tempo precioso, como possivelmente também [perderemos] o apoio do investidor privado", disse Josef Ackermann ao jornal Kathimerini.

"O impacto de tal decisão será incalculável. É por isso que estou alertando, do jeito mais assertivo, contra qualquer revisão", disse ele.

Detentores de títulos da Grécia concordaram em aceitar um "corte" de 21% no valor de sua dívida como parte de um plano de resgate liderado pela União EuropEia e pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).

Mas autoridades da UE sugeriram que o desconto pode ser aumentado após inspetores da UE e do FMI terem vistoriado as contas gregas.

Ackermann afirmou que a exposição dos bancos franceses e alemães à Grécia é "gerenciável" e que é "necessário e importante que os governos da zona do euro mantenham seus compromissos e os implementem na hora e decisivamente".

 

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