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02/10/2011 - 12h04

Cameron pede ações na zona do euro e defende cortes britânicos

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DA REUTERS

A Europa deve urgentemente acertar o seu sistema bancário e gerenciar suas dívidas, disse o primeiro-ministro britânico, David Cameron, neste domingo. Ele advertiu que a crise da zona do euro pode prejudicar a recuperação da economia do Reino Unido e o crescimento global.

Em seu discurso na abertura da conferência anual do Partido Conservador, Cameron disse que iria manter os planos de sua coalizão para a redução do deficit, apesar dos sinais de estagnação da economia britânica.

Uma crise econômica prolongada no resto da Europa, o principal mercado de exportação do Reino Unido, vai prejudicar o país. O governo tenta reequilibrar sua economia por meio do aumento da venda de bens britânicos e serviços no exterior.

"A zona euro é uma ameaça não apenas para si, mas também é uma ameaça para a economia britânica e uma ameaça à economia mundial", disse Cameron. "É preciso tomar decisões nas próximas semanas para fortalecer os bancos da Europa, para construir as defesas que a zona euro precisam, para lidar com os problemas da dívida".

O governo de coalizão Conservador-Liberal Democrata, no poder desde maio de 2010, está cada vez mais preocupado com a falta de crescimento na economia britânica. Críticos do governo dizem que o seu plano de austeridade só está piorando a economia.

Milhares de pessoas protestaram diante do local da conferência, no norte da cidade de Manchester, contra cortes profundos nos gastos públicos que levam à perda de mais de 300 mil postos de trabalho.

A coligação argumenta que lidar com as dívidas do Reino Unido decisivamente é o único caminho para restaurar crescimento a longo prazo e a estabilidade, e também para manter os mercados financeiros a salvo.

"Você não pode subitamente rasgar seus planos de empréstimo e dívida, pois são esses planos que nos garantem as baixas taxas de juros, que são absolutamente fundamentais para a recuperação econômica", disse Cameron.

O premiê afirmou que tudo deve ser feito para colocar "fogo nos motores da economia britânica". Ele revelou os planos para colocar terras públicas à disposição para o programa "Construa Agora, Pague Depois" para empreendimentos imobiliários, que segundo ele vão significar 100 mil casas construídas e 200 mil empregos criados.

 

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